sábado, 2 de novembro de 2019

O lado racional e o lado emocional dos irmãos Horta

André Horta e Ricardo Horta jogam juntos no Sp. Braga
Ricardo e André, os manos Horta, constituem um raro caso de dois irmãos que jogam na mesma equipa ao mais alto nível. Passaram ambos pelas camadas jovens de Benfica e Vitória de Setúbal, viveram experiências no estrangeiros, têm estatura física idêntica, utilizam preferencialmente o pé direito e são dois jogadores com uma qualidade técnica acima da média na I Liga portuguesa, mas dentro de campo expressam o futebol de cada um de forma diferente ao serviço do Sp. Braga.


Ricardo, o mais velho, tem 25 anos e atua preferencialmente como extremo esquerdo. Não é de grandes floreados com a bola, não faz dribles dignos de figurar no Youtube, mas época após época apresenta números bastante significativos de golos e assistências. É essencialmente um jogador inteligente, que define bem, que não stressa na zona de todas as decisões e que consegue dar o rumo certo às jogadas. Dos irmãos Horta, é o mais racional, esclarecido e frio dentro de campo.


André, o mano caçula, tem 22 anos e no 4x3x3 de Ricardo Sá Pinto joga normalmente como médio interior esquerdo. Não é que lhe falte critério ou discernimento no interior das quatro linhas – até é o principal organizador de jogo da equipa -, mas é mais emocional do que Ricardo, o que também se reflete nas declarações prestadas à imprensa. Quantos jogadores é que não teriam problemas em assumir-se como adeptos ferrenhos de determinado clube nem em dizer que ficavam contentes quando perdiam com esse clube? Dentro de campo, André é aquele que cerra os dentes e pega no jogo, transporta a bola até à área, enche o pé para um remate de fora da área e é agressivo no momento defensivo. Se com o microfone à frente mostra ter o coração colado à boca, no decorrer dos encontros joga com o coração colado às chuteiras.


Juntos, os irmãos naturais de Almada combinam e complementam-se muito bem no corredor esquerdo do Sp. Braga, onde ainda cabe Sequeira, lateral muito ofensivo que muitas vezes fica com o flanco só para si devido às diagonais dos dois manos para a zona central. Se não fosse a feroz concorrência, poderiam também formar dupla numa ou noutra convocatória da seleção nacional.
















2 comentários:

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