segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

Rafael Barbosa de volta à II Liga para dar Paços em frente na carreira

Rafael Barbosa chegou à Capital do Móvel no mercado de inverno
Após uma temporada em que brilhou ao serviço do Sporting B, apesar da despromoção ao Campeonato de Portugal, Rafael Barbosa estreou-se na I Liga ao serviço do Portimonense, tendo participado em quatro jogos pela equipa principal antes de terminar abruptamente a passagem pelo Algarve.

As várias versões contradizem-se, mas todas admitem, no mínimo, uma altercação entre o jogador e Rodiney Sampaio, presidente da SAD do emblema de Portimão, no final de um jogo da Liga Revelação com o Benfica, a 29 de setembro. O futebolista regressou prontamente ao Sporting, clube que o tinha emprestado, mas até ao final de dezembro que se limitou apenas a treinar com a formação sub-23. Ou seja, já são mais de três meses sem competir em qualquer partida e quase quatro – desde 2 de setembro – sem participar num desafio de uma liga profissional.


No entanto, ainda estão na retina os 34 jogos e oito golos pelos bês leoninos, assim como duas presenças no banco da equipa principal na Liga Europa – diante de Plzen (fora) e Atlético Madrid (casa) – que constituem o registo de 2017/18 deste futebolista nascido há 22 anos em Amarante.


Preferencialmente colocado no lado esquerdo do ataque, aparecia muitas vezes em zonas interiores, fazendo movimentos diagonais de fora para dentro. Mesmo partindo de uma das faixas, acabava por funcionar como o organizador de jogo dos bês verde e brancos, sendo rara a jogada de ataque que não passava pelos seus pés. Criativo e dotado de classe e técnica apurada, revelou-se um autêntico descobridor de espaços, para o próprio e para os companheiros.

Internacional sub-21 e escolha do selecionador Rui Jorge em algumas das convocatórias para a fase de apuramento para o Europeu do próximo ano, chegou aos oito golos e às várias assistências através da velocidade, poder de desmarcação, precisão na execução de bolas paradas e frieza na definição dos lances, fosse no momento do último passe ou da finalização.

Em Portimão, Rafael Barbosa encontrou uma equipa que aposta na prática de um futebol atrativo e um treinador (António Folha) habituado a extrair o melhor de jovens jogadores, o que seria o contexto ideal para ele, apesar da concorrência de Nakajima. Frustrada essa experiência por motivos extradesportivos, regressa à II Liga para representar um Paços de Ferreira obrigado a ganhar semana sim semana sim para assegurar a promoção no final da época. É um passo atrás quando se pensa nas expetativas no início da temporada, mas um em frente tendo em conta o cenário atual.

Guedes diferente de Luiz Phellype

Luiz Phellype deixou a Capital do Móvel para rumar ao Sporting e para o seu lugar foi contratado Guedes, uma surpresa tendo em conta que o avançado português de 21 anos foi um dos destaques na campanha que levou o Rio Ave à Liga Europa na época passada.

Ainda assim, o que o reforço ex-Al Dhafra (Emirados Árabes Unidos) pode oferecer é bem diferente do que oferecia o brasileiro, que garantia a Vítor Oliveira presença na área (1,88 m), veia goleadora e capacidade para segurar a bola. Não tão possante (1,84 m), Guedes é mais tecnicista e móvel, aparecendo um pouco pelos três corredores para oferecer opções de passe aos companheiros durante a elaboração dos ataques, podendo ser lançado em profundidade ou contemporizar com a bola nos pés à espera da aproximação dos colegas.



















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