segunda-feira, 31 de março de 2014

Torneo Final | Boca Juniors 1-2 River Plate

River vence em ‘La Bombonera’ dez anos depois


diariouno.com.ar/ovacion
Esta tarde, no Estádio La Bombonera, em Buenos Aires, o River Plate derrotou o Boca Juniors por 2-1, na 10ª jornada do Torneo Final. Lanzini e Ramiro Funes Mori marcaram para os milionarios, e Riquelme para os xeneizes.
               

Eis a constituição das equipas:


Boca Juniors


O Boca entrou na 10ª jornada em 12º lugar, a seis do líder Colón.
Zárate está lesionado.


River Plate


Os Milionarios não vencem na Bombonera desde maio de 2004.
Após a vitória na última ronda diante do Lanús, o River Plate ascendeu ao 5º lugar, no Torneo Final. O conjunto orientado por Ramón Díaz ainda não festejou nenhum triunfo fora de portas.
O último campeonato conquistado pelo conjunto de Buenos Aires foi a Liga Clausura, em 2007/08.
Ramiro Funes Mori é irmão do jogador do Benfica, com o mesmo apelido.
Vangioni está castigado.


Cronómetro:

Apesar da tremenda rivalidade, as duas equipas estavam-se a preocupar essencialmente em jogar futebol.

Relvado muito empapado, devido à chuva forte que tem abatido Buenos Aires.

12’ Na sequência de um cruzamento de Insúa, Riquelme rematou para defesa de Barovero.

16’ Gutiérrez chutou para fora.

Ambas as formações têm conseguido chegar à área adversária, mas tem faltado coordenação entre assistente e finalizador.

Intervalo.

47’ Erbes obrigou Barovero a defesa a dois tempos.

48’ Gutiérrez atirou ao lado.

54’ Riquelme rematou forte, mas para fora.

Segunda parte bem mais animada.

58’ Gutiérrez progrediu pela direita e serviu Lanzini, que inaugurou o marcador.

61’ Martínez tentou a sua sorte de longe, mas não acertou no alvo.

68’ Riquelme, na cobrança de um livre direto, empatou o encontro.

69’ Luciano Acosta rendeu Sánchez Miño.

71’ Insúa obrigou Barovero a defesa incompleta.

72’ Gutiérrez foi substituído por Villalva.

75’ Ramón Díaz trocou Rojas por Kranevitter.

84’ Saiu Riquelme, entrou Colazo.

86’ Ramiro Funes Mori cabeceou para o fundo das redes, na resposta a um canto cobrado na esquerda por Lanzini.

43’ Riaño foi lançado para o lugar de Grana.

90+2’ Cavenaghi foi rendido por Solari.

Sem mais ocorrências até final, confirmou-se o triunfo do River Plate.



Análise:

Sabendo do mau estado do relvado, do sangue quente argentino e da grande rivalidade entre os dois clubes, esperava-se um clássico mais combativo do que bem jogado, com os jogadores a preocuparem-se em envolverem-se a quezílias, mas não foi nada disso que aconteceu.
O jogo foi muito correto e ambas as equipas preocuparam-se exclusivamente em jogar futebol.
Na primeira parte, os dois históricos emblemas de Buenos Aires pareciam receosos e escassearam as oportunidades para marcar. No entanto, no segundo tempo o encontro tornou-se mais aberto, ambos os conjuntos procuraram o golo, e o primeiro apareceu para o River.
Lanzini, desmarcado por Gutiérrez, foi mais rápido que toda a gente e fez o 0-1, perto da hora de jogo. Dez minutos depois, Riquelme, de livre direto, colocou a bola no ângulo superior da baliza de Barovero, que nem esboçou reação.
Quando se pensava já que o empate seria o resultado final, Ramiro Funes Mori saltou mais alto que toda a gente e aproveitou uma saída em falso de Orión para devolver a vantagem aos Milionarios.


Analisando os atletas em campo, começando pelos do Boca Juniors
Orión foi mal batido no 1-2, saindo em falso de entre os postes;
Grana aventurou-se pouco em apoiar o ataque; Cata Díaz e Forlín, experientes, tiveram prestações positivas; e Insúa deu profundidade ao seu corredor, mas pareceu ter sempre mais fôlego para subir do que para descer pelo flanco, já que estava fora da sua posição quando o River inaugurou o marcador;
Gago, muito cerebral e com capacidade de passe, foi um elemento importante na manobra ofensiva dos xeneizes; Erbes não acompanhou a desmarcação de Lanzini, no lance do 0-1; Sánchez Miño esteve pouco inspirado; e Riquelme (capitão), mesmo em curva descendente na sua carreira e em final de contrato, abriu o livro por diversas vezes e foi das unidades mais em foco na sua equipa, tendo marcado um fantástico golo de livre direto;
Martínez apareceu como elemento mais móvel do ataque, mas a sua exibição não foi muito inspirada; e Gigliotti não dispôs de praticamente nenhuma oportunidade para finalizar;
Luciano Acosta, apesar da sua juventude e baixa estatura, impôs a sua velocidade e qualidade técnica para criar desequilibrios; e Colazo e Riaño pouco ou nada acrescentaram.


Quanto aos jogadores do River Plate
Barovero assinou várias intervenções de qualidade e não teve a mínima hipótese no golo que sofreu;
Mercado envolve-se com frequência no ataque; Maidana foi discreto mas regular; Balanta, central de qualidade e com capacidade para sair a jogar, é cobiçado por vários emblemas europeus; e Ramiro Funes Mori subiu pouco, mas foi consistente e resolveu o jogo a poucos minutos do fim, antecipando-se a toda a gente e cabeceando a bola para o fundo das redes;
Ledesma foi uma referência na recuperação da bola; Carbonero fez a abertura para Gutiérrez, na jogada do primeiro golo do encontro; Rojas esteve apagado; e Lanzini, dotado tecnicamente, inaugurou o marcador, cobrou o canto para o segundo tento e funcionou como o “abre-latas” dos Milionarios;
Gutiérrez, bastante móvel, não teve problemas em arriscar o remate, foi das unidades mais perigosas da sua formação e fez a assistência para o 0-1; e Cavenaghi (capitão) lutou muito e exibiu a sua experiência e classe, muito criterioso na tomada de decisão;
Villalva, Kranevitter e Solari estiveram pouco em foco, mas refrescaram a equipa para uma reta final vitoriosa.


Com este resultado, fica assim disposta a classificação do Torneo Final:

zerozero.pt



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