quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Copa del Rey | Athletic Bilbao 1-2 Atlético Madrid

Colchoneros são os primeiros a vencer no novo San Mamés


marca.com
Esta noite, no Estádio Catedral de San Mamés, em Bilbao, Atlético Madrid derrotou o Athletic Bilbao por 2-1, qualificando-se para as meias-finais da Copa del Rey, com um agregado de 3-1. Aduriz colocou os bascos em vantagem, mas Raúl García e Diego Costa apontaram os golos da reviravolta.


Eis a constituição das equipas:


Athletic Bilbao


Para chegarem aos quartos-de-final, os bilbaínos eliminaram o Celta de Vigo (agregado de 4-1) e o Betis (2-1). Na primeira mão desta ronda, perderam em Madrid por 0-1.
No campeonato espanhol, os bascos ocupam a 4ª posição.
Toquero está lesionado.
                                                                                                                                                                   

Atlético Madrid


Os colchoneros não vencem em Bilbao desde setembro de 2010.
O Atlético Madrid é o detentor da Copa del Rey, troféu que já conquistaram por dez ocasiões. Nesta edição, bateram o pé ao UE Sant Andreu (agregado de 6-1) e ao Valencia (3-1).
Na Liga BBVA, o conjunto orientado por Diego Simeone está em 2º lugar, mas com os mesmos pontos que o Barcelona, que é 1º.
O português Tiago integra o plantel, assim como Insúa (ex-Sporting), Cristián Rodríguez (ex-Benfica e FC Porto) e Diego Costa (ex-Sp. Braga e Penafiel).
Guilavogui, Óliver Torres, Arda Turan e Tiago estão lesionados.


Cronómetro:

1’ Iago Herrerín negou o golo a Diego Costa.

Inicio de jogo muito intenso em San Mamés.

6’ Ander Herrera cabeceou para grande intervenção de Courtois.

6’ Ander Herrera rematou para fora.

14’ Insúa rendeu o lesionado Filipe Luís.

Athletic Bilbao com mais bola e a jogar no meio-campo adversário. Mas Atlético Madrid à espreita e pronto para lançar transições rápidas.

23’ Na sequência de um cruzamento de Iraola, Aduriz cabeceou ao lado.

35’ Mikel Rico rematou para fora.

38’ Raúl García cabeceou ao lado, na resposta a um canto cobrado por Koke.

42’ No seguimento de um cruzamento de Balenziaga, Aduriz, de cabeça, inaugurou o marcador.


44’ Em poucos segundos, Courtois negou o golo a Iraola e Aduriz.

45+2’ Servido por Muniain, Mikel Rico obrigou o guardião colchonero a aplicar-se.

Intervalo.

49’ Diego Costa cabeceou para defesa de Iago Herrerín.

55’ Numa jogada de insistência, e na sequência de um cruzamento de Cristián Rodríguez, Raúl García, livre de marcação, igualou o encontro.


Nesta altura, estava garantido que não iria haver prolongamento.

62’ Courtois foi gigante ao travar o remate de Ander Herrera.

Jogava-se já muito com o coração nesta altura.

66’ Mikel Rico cedeu o seu lugar a Ibai Gómez.

71’ Mais um remate de Ander Herrera, mais uma defesa de Courtois.

73’ Ernesto Valverde trocou Susaeta por Kike Sola.

O Athletic abdicou da sua filosofia e estava preferencialmente a bombear bolas para a área contrária.

78’ Saiu Ander Herrera, entrou Beñat.

Bascos perderam alguma capacidade para chegar ao último terço ao abdicar de unidades criativas para jogar com dois avançados.

80’ Sosa rendeu Adrián.

86’ Diego Costa apareceu isolado, contornou Iago Herrerín e fez o 1-2,


90+1’ Alderweireld foi lançado para o lugar de Diego Costa.

Sem mais ocorrências até final, confirmou-se o triunfo do Atlético Madrid.


Análise:

A jogar em casa, desde o primeiro minuto que o Athletic Bilbao adotou uma atitude dominadora, jogando instalado no meio-campo adversário, a circular a bola, a criar ocasiões de golo e sempre com muita intensidade.
Courtois, guardião colchonero, apontou uma exibição magnifica e foi adiando sucessivamente o 1-0 para o final da primeira parte, quando Aduriz saltou mais alto que Godín e de cabeça, inaugurou o marcador.
A eliminatória estava empatada, e previa-se uma segunda parte dividida e de espetáculo. Mas numa das poucas vezes que o Atlético Madrid causou sobressaltos, Raúl García empatou o encontro.
Os bascos correram atrás do prejuízo, e depois de algumas oportunidades desperdiçadas, também fruto da exibição inspirada do guarda-redes belga dos madrileños e do baixar de bloco do conjunto orientado por Diego Simeone, o coração venceu a razão e a segunda parte foi rica em bolas bombeadas para a área colchonera.
Ernesto Valverde sentiu, assim, que lhe faltava presença física no último terço, e lançou Kike Sola para o lugar de Susaeta. O problema é que agora que tinha dois avançados puros, faltava-lhe uma unidade para colocar eficientemente a bola na área adversária. Esse foi o começo do fim para os bilbaínos, que causaram a partir daí cada vez menos perigo.
O tempo passava e a sentença acabou por chegar pelos pés de Diego Costa, que recebeu um passe de Koke, ficou completamente isolado, contornou Iago Herrerín e apontou o 1-2.
Foi a primeira derrota de sempre do Athletic no seu novo estádio.


Analisando os atletas em campo, começando pelos do Athletic Bilbao
Iago Herrerín esteve muito bem quando foi chamado a intervir;
Iraola foi assertivo, mas agressivo no momento ofensivo, correndo quilómetros a subir e a descer pelo corredor; San José e Laporte tiveram mais trabalho ofensivo, ao iniciar jogadas de ataque, do que propriamente defensivo, no entanto, San José foi quem estava a colocar Diego Costa em jogo no lance do 1-2; e Balenziaga fez o cruzamento para o 1-0;
Iturraspe e Mikel Rico são duas peças bastante importantes no inicio da construção de jogo, pelas quais a bola geralmente tem de passar, para além de serem referências na recuperação do esférico, ainda que Mikel Rico jogue mais adiantado que Iturraspe; e Ander Herrera colocou a sua visão de jogo e precisão de passe ao serviço do coletivo;
Susaeta, apesar de ser extremo, povoou com frequência terrenos mais interiores; Muniain esteve intermitente, conseguindo criar desequilibrios mas também tomar más decisões; e Aduriz inaugurou o marcador, elevando-se mais alto que Godín e cabeceando para o fundo das redes;
Kike Sola acrescentou presença física na área adversária; e Ibai Gómez e Beñat não agitaram o jogo nem conseguiram construir situações de finalização.


Quanto aos jogadores do Atlético Madrid
Courtois assinou intervenções de elevado grau de dificuldade;
Juanfran não teve uma noite fácil, tendo a tarefa de marcar Muniain; Miranda esteve em grande nível, constituindo uma oposição praticamente intransponível aos atacantes adversários; Godín perdeu nas alturas para Aduriz, no lance do golo inaugural; e Filipe Luís teve uma noite infeliz, ao ser substituído ainda no primeiro quarto de hora, com uma lesão na virilha;
Koke e Gabi dedicaram-se sobretudo a tarefas defensivas, jogando bastante próximos do quarteto defensivo, enchendo a sua área de atletas colchoneros, mas ainda assim, Koke conseguiu exibir a sua qualidade de passe ao isolar Diego Costa, na jogada do 1-2; Raúl García apontou o tento da igualdade; e Cristián Rodríguez fez a assistência para o golo do empate;
Adrián foi o principal apoio para o ponta-de-lança, numa exibição discreta; e Diego Costa utilizou a sua capacidade física para reter a bola e apontou o golo da vitória, mas sendo quem geralmente fechava à direita, não acompanhou a subida de Balenziaga concluída com o cruzamento para o 1-0;
Insúa cumpriu de forma eficaz as suas tarefas como lateral-esquerdo; Sosa refrescou o meio-campo ofensivo; e Alderweireld foi lançado para fechar a porta.



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