quarta-feira, 21 de março de 2018

Daniel Bryan. O regresso da ‘superstar’ perfeita

Daniel Bryan não luta desde 16 de abril de 2015
Foi com imenso agrado que recebi a notícia de que Daniel Bryan foi dado como apto para voltar a lutar. Quase três anos depois, vamos poder voltar a contar com a qualidade in ring de um dos melhores performers de todos os tempos, cujo talento e carisma marcaram a WWE na última década.

Ao encaixar a boa nova com tanto entusiasmo, olho até com certa irrelevância para as que podem ser as próximas storylines, feuds e combates em que vai estar integrado, porque o simples facto de o “Yes!” Man está de regresso aos ringues só por si implica um progresso.


Afinal, Daniel Bryan até teve o seu auge (2011 a 2014) numa fase em que a qualidade não abundava na principal promotora de pro wrestling do planeta. Ele e CM Punk carregaram a WWE às costas numa época em que John Cena e Randy Orton eram os nomes mais conceituados e já tinham estado envolvido em programas de todo o tipo e com toda a gente. Uma etapa ingrata para a dupla que começou a dar cartas na Ring Of Honor, devido à retirada de Shawn Michaels, a menor assiduidade de Triple H, Undertaker e Chris Jericho e a saturação do duo Orton/Cena.

Perante esse quadro, ocuparam o main-event algumas superstars sem qualidades para lá estarem, como Kane, Big Show, Sheamus, Alberto Del Rio, Mark Henry ou Jack Swagger. E a verdade é que Daniel Bryan esteve envolvido com quase todos eles, e miraculosamente conseguiu segmentos, rivalidades e combates entretidos. O Big Red Monster que o diga, porque foi ao trabalhar com Bryan que conseguiu dar uma melhor imagem de si e talvez até os momentos com mais qualidade na carreira. Arrisco igualmente dizer que o melhor Wrestlemania moment da última década foi quando Bryan venceu dois combates – o opener diante de Triple H e o main-event frente a Batista e Randy Orton - e conquistou o título mundial na 30.ª edição do evento.


Posto isto, depois de ter feito autênticos milagres ao extrair qualidade de duelos com wrestlers habitualmente entediantes, o líder do épico “Yes!” Movement merece desfrutar de uma fase em que a qualidade do roster é manifestamente superior. AJ Styles, Shinsuke Nakamura, Samoa Joe, Sami Zayn, Finn Bálor ou Kevin Owens são alguns dos nomes desta nova vaga com os quais dá vontade de ver Daniel Bryan trabalhar.

Logicamente que três anos sem lutar poderão implicar alguma ferrugem, mas é necessário recordar que Shawn Michaels esteve afastado durante quatro (entre 1998 e 2002) e ainda assim conseguiu regressar a um bom nível. O menor fulgor físico será certamente compensado pelo enorme conhecimento que este antigo campeão mundial da ROH e da WWE tem do que é estar em ringue. Como poucos, sabe o que tem de fazer a cada momento para agarrar o público, fazê-lo vibrar e acreditar no que está a ver. Essa experiência, aliado a um nível atlético de excelência tão necessário para entreter os fãs em pleno século XXI, um selling tremendo, um carisma que transborda e uma fantástica capacidade para falar (e estar) ao microfone, fazem dele… a superstar perfeita.







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