Daniel Bryan não luta desde 16 de abril de 2015 |
Foi com imenso agrado que recebi
a notícia
de que Daniel Bryan foi dado como apto para voltar a lutar. Quase três anos
depois, vamos poder voltar a contar com a qualidade in ring de um dos melhores performers
de todos os tempos, cujo talento e carisma marcaram a WWE na última década.
Ao encaixar a boa nova com tanto
entusiasmo, olho até com certa irrelevância para as que podem ser as próximas storylines, feuds e combates em que vai estar integrado, porque o simples facto
de o “Yes!” Man está de regresso aos
ringues só por si implica um progresso.
Afinal, Daniel Bryan até teve o
seu auge (2011 a 2014) numa fase em que a qualidade não abundava na principal
promotora de pro wrestling do
planeta. Ele e CM Punk carregaram a WWE às costas numa época em que John Cena e
Randy Orton eram os nomes mais conceituados e já tinham estado envolvido em
programas de todo o tipo e com toda a gente. Uma etapa ingrata para a dupla que
começou a dar cartas na Ring Of Honor, devido à retirada de Shawn Michaels, a
menor assiduidade de Triple H, Undertaker e Chris Jericho e a saturação do duo
Orton/Cena.
Perante esse quadro, ocuparam o main-event algumas superstars sem qualidades para lá estarem, como Kane, Big Show,
Sheamus, Alberto Del Rio, Mark Henry ou Jack Swagger. E a verdade é que Daniel
Bryan esteve envolvido com quase todos eles, e miraculosamente conseguiu
segmentos, rivalidades e combates entretidos. O Big Red Monster que o diga, porque foi ao trabalhar com Bryan que
conseguiu dar uma melhor imagem de si e talvez até os momentos com mais
qualidade na carreira. Arrisco igualmente dizer que o
melhor Wrestlemania moment da última
década foi quando Bryan venceu dois combates – o opener diante de Triple H e o main-event
frente a Batista e Randy Orton - e conquistou o título mundial na 30.ª edição
do evento.
Posto isto, depois de ter feito
autênticos milagres ao extrair qualidade de duelos com wrestlers habitualmente entediantes, o líder do épico “Yes!” Movement merece desfrutar de uma
fase em que a qualidade do roster é
manifestamente superior. AJ Styles, Shinsuke Nakamura, Samoa Joe, Sami Zayn,
Finn Bálor ou Kevin Owens são alguns dos nomes desta nova vaga com os quais dá
vontade de ver Daniel Bryan trabalhar.
Logicamente que três anos sem
lutar poderão implicar alguma ferrugem, mas é necessário recordar que Shawn
Michaels esteve afastado durante quatro (entre 1998 e 2002) e ainda assim
conseguiu regressar a um bom nível. O menor fulgor físico será certamente
compensado pelo enorme conhecimento que este antigo campeão mundial da ROH e da
WWE tem do que é estar em ringue. Como poucos, sabe o que tem de fazer a cada momento
para agarrar o público, fazê-lo vibrar e acreditar no que está a ver. Essa
experiência, aliado a um nível atlético de excelência tão necessário para
entreter os fãs em pleno século XXI, um selling
tremendo, um carisma que transborda e uma fantástica capacidade para falar
(e estar) ao microfone, fazem dele… a superstar
perfeita.
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