quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Liga dos Campeões | Real Madrid 1-1 Manchester United


Esta noite, no Estádio Santiago Bernabéu, Real Madrid e Manchester United empataram 1-1, num jogo a contar para a primeira-mão dos Oitavos-de-final da Liga dos Campeões. Welbeck deu vantagem aos “red devils”, e Cristiano Ronaldo restabeleceu a igualdade.
                                      

Eis a constituição das equipas:


Real Madrid


Para chegar aos Oitavos-de-final, os “merengues” ficaram em 2º lugar no Grupo D, atrás de Borussia Dortmund e à frente de Ajax e Manchester City.
Atualmente o Real Madrid está em 3º lugar na Liga Espanhola, a dezasseis pontos do líder Barcelona.
Casillas está lesionado.


Manchester United


Os “red devils” nunca venceram no Santiago Bernabéu, mas procuram seguir em frente para posteriormente igualar os feitos de 1968, 1999 e 2008, anos em que se sagraram campeões europeus.
Na fase de grupos, terminaram na liderança do Grupo H, no qual também estavam inseridos Galatasaray, Cluj e Sp. Braga.
O Manchester United é 1º na Premier League, com doze pontos de vantagem sobre o Manchester City, que é 2º.


Cronómetro:

4’ Di María conseguiu ganhar espaço na zona frontal e rematou para fora.

6’ Cristiano Ronaldo serviu Fábio Coentrão, que acertou no poste, depois de um pequeno desvio de De Gea.

Real Madrid de ataque nos primeiros dez minutos, com vários remates, alguns dos quais perigosos.

20’ Na resposta a um canto cobrado por Rooney, pela esquerda, Welbeck fugiu à marcação de Sergio Ramos e cabeceou para o fundo das redes.


23’ Di María obrigou De Gea a defesa apertada.

Os “red devils” apresentavam muita mobilidade no ataque, com Rooney, Kagawa, Welbeck e Van Persie a não estarem fixos numa posição, trocando frequentemente entre si.

28’ Na sequência de um livre cobrado por Ronaldo, a bola bateu na barreira e o madeirense na recarga chutou de pé esquerdo, para fora.

30’ No seguimento de um cruzamento de Di María pela esquerda, CR7 empatou o jogo com um belo cabeceamento.


34’ Diego López negou o golo a Welbeck.

35’ No seguimento de um canto, Rooney chutou ao lado.

38’ Özil apareceu na área dos ingleses, mas uma intervenção do guardião espanhol do United impediu o tento da reviravolta.

43’ Cristiano Ronaldo atirou muito forte, e de pé esquerdo, mas passou acima do alvo.

Intervalo.

47’ Phil Jones cabeceou à malha superior.

60’ Higuaín rendeu Benzema.

61’ Na resposta a um cruzamento de Khedira, Fábio Coentrão desviou em esforço, mas De Gea fez uma defesa milagrosa.

64’ Kagawa foi substituído por Giggs.

Os “red devils” tinham as suas linhas cada vez mais juntas e recuadas, numa postura defensiva, até porque o resultado era favorável.

72’ Van Persie apareceu isolado pela direita, e rematou para defesa de Diego López e posterior toque na trave.

Na sequência do lance, foi Xabi Alonso a impedir o golo ao avançado holandês sobre a linha de baliza.

73’ Welbeck foi rendido por Valencia.

75’ José Mourinho trocou Di María por Modric.

84’ Xabi Alonso cedeu o seu lugar a Pepe.

Anderson foi lançado, saiu Rooney.

85’ Cristiano Ronaldo, de livre direto, acertou na malha superior.

90+3’ Diego López travou um remate de Van Persie.

Sem mais ocorrências até final, confirmou-se o empate.


Análise:

O Real Madrid entrou forte, criando várias ocasiões de golo nos primeiros dez minutos, no entanto, foi o Manchester United, que se tinha até então libertado pouco do seu meio-campo, que chegou à vantagem, através de um golo apontado por Welbeck, de cabeça, dando sequência a um canto cobrado por Wayne Rooney.
O encontro foi-se mantendo aberto, sempre com maior ascendente dos “merengues”, que demoraram dez minutos até empatar o encontro, por Cristiano Ronaldo, também através de um cabeceamento, no entanto, até ao intervalo, não conseguiu assinalar a reviravolta, apesar das várias oportunidades.
No segundo tempo, os “red devils”, talvez tentando confundir a estratégia de José Mourinho, entraram fortes, mas cedo começaram a recuar e a juntar as suas linhas, tapando os caminhos para a sua baliza. Ainda assim, o Real não deixou de atacar, de criar situações de perigo, mas não conseguiu marcar. Do outro lado, apesar de ir à baliza adversária por menos vezes, o United até esteve perto do 1-2, sobretudo através de vários remates de Van Persie.


Analisando os atletas em campo, começando pelos do Real Madrid
Diego López ficou mal na fotografia na saída ao canto que deu o 0-1;
Arbeloa praticamente nem passou do seu meio-campo nas missões ofensivas; Varane concedeu algum espaço aos atacantes adversários; Sergio Ramos não marcou eficientemente Welbeck, no 0-1; e Fábio Coentrão esteve perto de marcar ainda nos primeiros dez minutos, tendo acertado no poste;
Xabi Alonso foi fundamental a garantir os equilíbrios e foi substituído já no final do encontro, para gerir o seu esforço, até porque esteve lesionado até há bem pouco tempo; Khedira conseguiu libertar-se mais na segunda parte e apoiar o ataque; e Özil esteve intermitente, passando despercebido durante boa parte do encontro, mas quando aparecia, conseguia desenhar lances de qualidade;
Di María jogou com “muchas ganas” e fez o cruzamento para o 1-1; Cristiano Ronaldo esteve muito rematador e empatou o encontro, de cabeça; e Benzema esteve pouco inspirado;
Higuaín praticamente nem uma situação de finalização teve; Modric trouxe capacidade de passe, mas jogou muito longe da área adversária; e Pepe teve direito a alguns minutos para ganhar ritmo e para segurar o meio-campo.

Quanto aos jogadores do Manchester United
De Gea assinou uma exibição extraordinária;
Rafael sentiu dificuldades para acompanhar Cristiano Ronaldo; Ferdinand e Evans estiveram muito seguros; e Evra não teve argumentos para disputar a bola pelo ar com Ronaldo, no lance do 1-1;
Carrick e Phil Jones foram dois médios que pressionaram, lutaram pelo esférico, colocaram o corpo para disputar os lances, mas poucos influentes na construção de jogo; e Kagawa foi muito dinâmico, aparecendo em vários sítios para tentar desequilibrar, e saiu quando estava mais recuado e já fatigado;
Rooney cobrou o canto que deu origem ao 0-1 e apesar de ser um avançado de raiz, esteve muito forte tacticamente, sacrificando-se em tarefas defensivas, procurando fechar o flanco direito, por vezes bem perto da sua área; Welbeck inaugurou o marcador com um belo cabeceamento e foi substituído numa fase em que estava já em dificuldades físicas; e Van Persie esteve algo desaparecido no primeiro tempo, mas no segundo até esteve bem perto de marcar, mas a trave negou-lhe o golo;
Giggs acrescentou posse de bola e algum rigor táctico; Valencia trouxe velocidade ao flanco direito; e Anderson deu maior consistência ao meio-campo.

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