sábado, 5 de novembro de 2011

Premier League | Manchester United 1-0 Sunderland



O Manchester United venceu esta tarde o Sunderland, por 1-0, num jogo que ficou marcado pelo 25º aniversário de Alex Ferguson à frente da sua equipa.


Eis a constituição das equipas:

Manchester United



Curiosamente, durante todo este tempo como técnico dos “red devils”, Ferguson nunca perdeu em casa frente ao Sunderland.
Após uma derrota pesada em casa com o City há duas semanas atrás (1-6), o campeão inglês reagiu bem e conseguiu três vitórias nos jogos seguintes, frente ao Aldershot (3-0, Carling Cup), Everton (1-0, Premier League) e Otelul Galati (2-0, Liga dos Campeões).


Sunderland



Quanto ao Sunderland, ocupava o 14º lugar à entrada para esta jornada, no entanto, apesar de alguma proximidade da zona de despromoção, tem a particularidade de ter um saldo positivo de golos e tantos tentos consentidos como o United.
Este jogo marca o regresso a Old Trafford de Wes Brown e John O’Shea, que agora representam os forasteiros que contam no seu plantel com alguns internacionais por selecções de nível como Sebastian Larsson (Suécia) e Nicklas Bendtner (Dinamarca).


Logo no inicio do jogo Wickham lesionou-se sozinho e teve de ser substituído pelo coreano Ji Dong-Won, o que foi uma grande quebra no ritmo forte que o United queria impor, no entanto, o azar foi para a formação de Steve Bruce.

Os “red devils” assumiram o controlo, tiveram muito mais posse de bola, mas o Sunderland fechou-se bem e foi impedindo que a equipa de Alex Ferguson chegasse perto da sua baliza.
Foi interessante ver o desenho táctico bastante desdobrável dos homens de Manchester com Rooney e Welbeck a aparecerem várias vezes no flanco esquerdo e Park a “10”, portanto, apesar de os jogadores ocuparem as posições que mostrei no gráfico acima, a sua colocação em campo ía trocando de forma também a confundir os “Black Cats”, embora muitas vezes de forma inconsequente no último terço.

Na primeira parte não houve grandes situações de golo, os forasteiros apenas fizeram um remate perigoso, que foi à malha lateral, e quando ao United, só nos últimos minutos conseguiram criar perigo, primeiro com Phil Jones a rematar por cima da trave aos 42’ e aos 45+1’ após um canto de Nani, Wes Brown ao tentar aliviar a bola de cabeça acaba por introduzi-la na sua própria baliza, dando a vantagem á sua ex-equipa.


Para o segundo tempo, a mesma coisa, um futebol sem grande brilho jogado sobretudo entre um United tacticamente cumpridor mas pouco intenso como já vem sendo costume e um Sunderland defensivo que iria tentar criar algumas oportunidades para marcar.

Nos últimos 45 minutos, poucas mais ocasiões de golo vimos, sendo talvez as mais perigosas para o United aos 52’ quando um livre de Nani não passou longe da baliza de Westwood e aos 70’ quando o próprio guarda-redes do Sunderland fez uma série de grandes defesas a remates consecutivos de Rooney e Evra.

Já para a formação de Steve Bruce, o mais perto que teve do empate foi aos 66’, quando o árbitro marcou uma grande penalidade por suposta mão de Vidic na bola dentro da grande área, mas depois voltou atrás porque o braço que tinha tocado no esférico era o de Ji Dong-Won.


O United volta a ganhar em mais um jogo em que sentiu imensas dificuldades para dominar o adversário e conseguir uma vitória tranquila. A equipa de Manchester continua sem brilho e faz valer da eficácia a sua principal arma.
A colocação de Rooney como médio-ofensivo não me surpreende, é um jogador que gosta de vir buscar jogo atrás, que gosta de jogar longe da baliza, tem qualidade de passe, bom remate a longa distância, no entanto, o colectivo não esteve muito inspirado e ele não pode mostrar o seu valor nessa posição.
Individualmente pouco se pode dizer, Lindegaard se fez uma defesa nem dei por ela e o sector defensivo teve pouco trabalho. Nani foi dos mais inconformados, mas essa até uma das suas principais características quando as coisas não correm bem à equipa.

Quanto ao Sunderland, individualmente parece-me melhor do que o Norwich por exemplo, tem jogadores de categoria, mas não deu assim muito que fazer ofensivamente ao United, embora não é fácil ir a Old Trafford e impor o seu jogo.
Defensivamente estiveram bem.

Com esta vitória, os “red devils” impediram que o Newcastle os ultrapasse, que o Chelsea se aproximasse e colocam pressão no Manchester City cujo jogo começou às 17:30 no terreno do QPR.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Liga dos Campeões | Benfica 1-1 Basileia



Esta noite, o Benfica não foi além de um empate caseiro com o Basileia por 1-1, na 4ª Jornada da Fase de Grupos da Liga dos Campeões.


Eis a constituição das equipas:

Benfica



Os encarnados apresentavam-se sobretudo com duas grandes ausências: Emerson e Jorge Jesus estão castigados e não podem dar o seu contributo á equipa, o primeiro no lado esquerdo da defesa e o segundo a partir do banco de suplentes.
No lugar do lateral brasileiro estará Luis Martins, e segundo Jesus, não é por não estar a dar indicações a partir do banco que as coisas vão correr mal.
O que é certo é que uma vitória bastava para o Benfica se qualificar para os Oitavos-de-final da Liga dos Campeões.


Basileia



Já nos helvéticos, duas ausências de peso também, os pontas-de-lança Marco Streller e Alexander Frei, ambos devido a lesão.
O Basileia, que na minha opinião tem como homem mais perigoso o extremo Shaqiri, precisava de não perder para se manter na corrida por um lugar na fase seguinte da Liga Milionária e de ganhar por mais que dois golos de diferença para ultrapassar o Benfica e obter vantagem no confronto directo.


O Benfica entrou muito bem no jogo, logo no primeiro minuto, com um remate de Rodrigo ao poste, no entanto, após a primeira ameaça, o internacional sub-21 espanhol não demorou muito a concretizar, logo aos 4’, num grande remate no interior da grande área após toque de cabeça de Gaitán.

Após o inicio fortíssimo dos encarnados que durou 10/15 minutos, o Basileia foi reagindo e foi tendo uma ascensão gradual no jogo, aproximando-se cada vez mais da baliza contrária, ainda que sem grandes ocasiões de golo apesar de povoar mais o meio-campo do Benfica.
A formação portuguesa apesar do ascendente do seu adversário, nunca deixou de ser a equipa mais perigosa e esteve por diversas vezes perto do 2-0, sobretudo após um cabeceamento de Garay aos 18’ e um remate em jeito de Gaitán aos 38’.

O Benfica chegou ao intervalo a ganhar pela margem mínima, mas á semelhança do jogo com o Olhanense deixou de acelerar muito cedo só que desta vez a vantagem é menor e o adversário tem mais argumentos, ou seja, esperava-se um segundo tempo que em teoria prometia ser bastante interessante.


A prática confirmou o que já se previa no plano teórico e o Basileia através da sua superior percentagem em posse de bola foi começando a criar situações de perigo, especialmente pelo lado direito, onde havia um inexperiente Luís Martins pela frente que estava a tremer imenso, concluindo os lances com cruzamentos tensos para a área que não chegavam aos finalizadores por muito pouco.

Fruto da exibição menos positiva do lateral português, Raul José, treinador dos encarnados para este jogo na ausência de Jorge Jesus neste jogo, retirou-o do campo para fazer entrar Miguel Vítor, mas ainda assim, um minuto depois da alteração, aos 64’, foi pelo outro lado que os helvéticos conseguiram chegar ao golo, através de Huggel que rematou bem na sequência de um cruzamento de Chipperfield pela esquerda.

Praticamente na primeira jogada após o recomeço da partida, Rodrigo surgiu isolado e até conseguiu ultrapassar o guarda-redes Yann Sommer, no entanto, com um ângulo apertado, acabou por atirar á malha lateral.

Com o empate no marcador, o Basileia tornou-se numa equipa muito menos ambiciosa, privilegiando a posse de bola, o controlo do jogo e manutenção do resultado em vez de embalar com o golo obtido e tentar chegar á vantagem, revelando respeito pelo adversário.

O Benfica mexeu, substituindo os esgotados Aimar e Gaitán pelos frescos Cardozo e Nolito, mas ainda assim, sem conseguir mudar o rumo dos acontecimentos.

Com este empate, o Manchester United (que venceu o Otelul Galati por 2-0) cola-se ao Benfica na liderança do grupo com 8 pontos e o Basileia mantém-se na corrida com 5. Este resultado deixou tudo em aberto e na jornada seguinte os encarnados vão a Old Trafford.


Analisando as equipas, o Benfica teve mais um inicio de jogo muito forte, no entanto, não revelou consistência e foi adormecendo demasiado o jogo, e pior que isso, adormeceu também a própria equipa. Se frente ao Olhanense havia a vantagem de 2-0 e um adversário com poucos argumentos, com o Basileia foi bem diferente e pagou-se caro.
Artur esteve seguro como sempre, Maxi subiu bem mas viu o golo dos helvéticos nascer pelo seu lado, Garay e Luisão complementaram-se bem apesar de alguns erros e Luís Martins esteve muito nervoso, intranquilo e não muito cumpridor tacticamente, mas nota-se que tem talento. Matic não segura tão bem a equipa como Javi Garcia, está provado, Witsel apareceu numa posição um pouco mais avançada do que aquela em que habitualmente joga, Gaitán esteve muito inconformado, participando no golo e nas principais ocasiões para a equipa marcar e Bruno César esteve longe de ser brilhante. Aimar também não fez um grande jogo e este Rodrigo está-se assumir como um caso sério neste Benfica que antes parecia ser uma equipa de “10+1” com toda o colectivo a canalizar o jogo para Cardozo, mas a mobilidade do internacional sub-21 espanhol torna a formação mais coesa e com mais soluções, apesar das características únicas e valiosas do paraguaio.

Quanto ao Basileia, apesar de um inicio difícil, em que sofreu um golo muito cedo e podia ter sofrido mais, teve a capacidade se erguer, de ir á luta com as suas armas e fruto de uma boa organização táctica em que a equipa atacava, tinha mais posse de bola e dava-lhe melhor uso, mas ao mesmo tempo não se desequilibrava defensivamente, conseguiu chegar ao empate e mantê-lo até ao fim quando até podiam ter tentado algo mais. Os jogadores e o seu treinador festejaram a igualdade, mas fiquei com a ideia de que eles se auto-sub-valorizaram com o rumo que a partida estava a ter.
Destacando jogadores, devo dizer que se confirma que Yann Sommer é um guarda-redes seguríssimo, Huggel segura muito bem o meio-campo, é um bom recuperador de bolas, Shaqiri tecnicamente é o melhor jogador dos helvéticos apesar de não ser propriamente um craque, e Chipperfield, Fabian Frei e Zoua foram dores de cabeça para os defesas do Benfica.

Empate justo na minha opinião.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Liga dos Campeões | APOEL Nicósia 2-1 FC Porto



Esta noite, o FC Porto foi a Nicósia, capital do Chipre, perder 2-1 frente ao APOEL, na 4ª jornada da Fase de Grupos da Liga dos Campeões.


Eis a constituição das equipas:

APOEL Nicósia



Como disse João Carlos Pereira, treinador português que já exerceu a sua profissão na Liga Cipriota, o APOEL é o expoente máximo de futebol no Chipre, sendo o actual campeão em título e líder do campeonato do seu país.
Na Liga dos Campeões, mesmo estando no “pote 4” do sorteio lidera o grupo.
Nesta formação jogam alguns atletas com ligações ao futebol português como Paulo Jorge (ex-Sp. Braga), Kaká (ex-Académica e Sp. Braga), Manduca (ex-Paços de Ferreira, Marítimo e Benfica), Hélio Pinto (ex-Benfica), Nuno Morais (ex-Marítimo) e Marcinho (ex-Marítimo).
Não perde em casa para as competições europeias há dois anos.


FC Porto



Em relação á equipa que venceu o Paços de Ferreira na última sexta-feira, Vítor Pereira volta a dar a titularidade a João Moutinho em detrimento de Defour, coloca Fucile como lateral-direito e retira Sapunaru, e face á não inscrição de Walter na Liga dos Campeões, quem vai jogar no eixo do ataque é Kléber.
De resto, um onze sem novidades.


O jogo durante a primeira parte foi sempre muito equilibrado, com poucas ocasiões de golo de parte a parte, no entanto, com duas equipas com estratégias bem definidas.

O FC Porto tentou assumir mais o jogo, circular a bola, mas diga-se de passagem que nunca foi suficientemente forte a fazê-lo e atacou sobretudo pelos flancos, principalmente pelo esquerdo que foi povoado maioritariamente por Hulk.

Já o APOEL em termos de transições ofensivas tentou sobretudo o contra-ataque (aproveitando muito os cantos a favor da formação portuguesa para o fazer) e os passes para as costas da defesa, no entanto, a defesa em linha dos dragões colocou algumas vezes os cipriotas em fora-de-jogo e os lances eram interrompidos (alguns mal assinalados). Defensivamente, foram rigorosos nas marcações e não inventaram.

A primeira situação de alguns perigos surgiu aos 19’ quando Hulk embalou pela esquerda e rematou forte para a defesa de Pardo.

No minuto seguinte, após um cruzamento de Manduca, Aílton antecipou-se aos centrais e cabeceou para uma defesa apertada de Helton na qual a bola ainda tocou no poste.

Perto do intervalo, Mangala derrubou Aílton na sua grande área e o árbitro assinalou uma grande penalidade que o avançado brasileiro acabou por converter em golo, dando vantagem aos cipriotas.


Na segunda parte, o FC Porto mostrou vontade de ir á procura do empate, especialmente pelas alterações que o seu treinador efectuou, arriscando retirar Fernando, um médio mais recuado da equipa, sendo especialmente um recuperador de bolas, para colocar Guarín que é um jogador que gosta de se envolver nas transições ofensivas e sempre que possível rematar. Também entrou o mais criativo e irrequieto James Rodríguez para a saída do inconsequente Varela.
No entanto, os azuis e brancos, mesmo assumindo mais iniciativa, dificilmente conseguiam fazer uma circulação de bola consistente e serem perigosos no último terço do terreno, remates só de longe e sem preocupações para os defesas cipriotas e houve mesmo uma altura em que pareciam estar conformados com a derrota.

Aos 88’, numa jogada de James na grande área contrária este acaba por “sacar” um “penalty” e caído do céu surge uma oportunidade de ouro para os dragões igualarem, oportunidade essa que Hulk não desperdiça.

Quando tudo parecia que ía acabar igualado ou então com alguma sorte seria o FC Porto embalado pelo golo a conseguir ganhar o jogo, acaba por acontecer exactamente o contrário e numa transição rápida poucos minutos depois, um cruzamento rasteiro de Charalambides encontrou Manduca ao segundo poste (em posição irregular) que empurrou a bola para dentro da baliza.

Exibição frouxa da formação portuguesa, com poucas soluções ofensivas e com jogadores em sub-rendimento. Devido a esta derrota, têm a qualificação para os Oitavos-de-final da “Champions” cada vez mais longe, até porque os dois primeiros classificados, o APOEL e o Zenit venceram os seus encontros nesta 4ª Jornada.


Analisando as equipas, creio que o APOEL é tacticamente muito forte, e apesar da sua pouca expressão futebolística na Europa, tem jogadores muito bons que estão muito longe de serem toscos, sobretudo do meio-campo para a frente. Este Aílton faz-me lembrar Liedson pela sua “ratice”, pela forma como luta, surge nos flancos para gerar desequilíbrios e consegue desembaraçar-se de situações difíceis. Hélio Pinto é o coordenador do jogo ofensivo da equipa e é um jogador que possivelmente tem lugar na maioria das equipas em Portugal, Manduca recordou os seus velhos tempos sobretudo do Marítimo com a sua mobilidade, Charalambides e Trickovski pareceram velozes, e quanto aos portugueses que ainda não referi, penso que Nuno Morais e Paulo Jorge tiveram bem no jogo.

Quanto ao FC Porto, faltou chama como disse anteriormente.
Sobre Helton nada a dizer, Fucile possivelmente falhou ao não acompanhar Manduca no segundo golo, Mangala é um central moderno e com muito valor mas falta-lhe experiência e daí a negligência ao ser o responsável pelo “penalty” a favor do APOEL e Alvaro Pereira foi importante a apoiar Hulk em subidas pelo flanco esquerdo sobretudo no primeiro tempo, apesar da sua inconsequência.
Fernando esteve ao seu nível, recuperando algumas bolas, Belluschi e Moutinho não tiveram espaço para serem criativos pelo meio, Hulk continua longe da melhor forma mas esteve sempre inconformado, Varela esteve apagado e Kléber… esteve em campo? Pouco se deu por ele! James foi irrequieto e provocou a grande penalidade, Guarín teve um remate de longe e poucas mais oportunidades teve e Defour entrou já tarde.

WSW no Barreiro (30.10.2011) - Análise e Reportagem



No último domingo (30 de Outubro) recebi na minha localidade, Barreiro, um espectáculo da World Stars of Wrestling (WSW).

Antes de começar a minha reportagem propriamente devo relembrar os resultados do evento do dia anterior, ao qual eu não assisti:...

domingo, 30 de outubro de 2011

Liga ZON Sagres | Feirense 0-2 Sporting



O Sporting venceu esta noite o Feirense por 2-0 em Aveiro, casa emprestada dos fogaceiros.


Eis a constituição das equipas:

Feirense



Ainda só tinha visto um jogo dos fogaceiros esta temporada, no Estádio da Luz, e vi algumas coisas do jogo frente ao FC Porto.
Parece-me ser uma equipa que em casa (ainda que emprestada) tem uma boa atitude, no entanto, uma séria candidata á descida de divisão.
Pelo que tenho lido, Carlos Fonseca é o melhor jogador da formação de Santa Maria da Feira.


Sporting



Os leões, treinados por Domingos Paciência, não podiam contar com Anderson Polga e Rodríguez lesionados, assim como Izmailov, no entanto, recebiam a boa notícia do regresso de Jeffren, ainda que o espanhol não fosse titular.
Assim sendo, Carriço e Onyewu formam a dupla de centrais e mantém-se a aposta em Matías e Elias em simultâneo, com Carrillo a começar novamente no banco.


Em relação à primeira parte, pode-se dizer que o Sporting deu 45 minutos de avanço ao adversário.
A equipa nunca se conseguiu aproximar da percentagem de posse de bola elevada que geralmente tem, e teve sempre dificuldades em fazer as transições ofensivas, onde usou e abusou de Capel (que com Schaars e Insúa bem marcados, esteve sempre muito desapoiado) mas raramente utilizou o flanco direito onde Matías quando o ocupou não teve para lhe dar o melhor uso e João Pereira praticamente só teve uma oportunidade para subir.

O Feirense marcou bem os homens do meio-campo do Sporting, e os extremos tiveram sempre desapoiados, e se Capel é homem para se safar sozinho em velocidade e ir até á linha para cruzar, já Matías não tem essas características e a formação leonina nunca conseguiu jogar a toda a largura. Este não é um problema novo, já na primeira parte frente ao Gil Vicente, ou melhor, até á entrada de Carrillo que o mesmo se tinha notado, a diferença é que hoje não houve a felicidade de se conseguir um golo madrugador numa situação de bola parada, por exemplo.
Os fogaceiros atacaram sobretudo pelo lado direito, foram rigorosos e algo duros a defender, estavam a fazer o seu jogo, nada lhes pode ser apontado.

Em relação a oportunidades, foram muito poucas mas pode-se destacar no primeiro tempo um falhanço de Varela ao segundo poste após um canto batido pela esquerda por Miguel Pedro, logo aos 10’, para o lado do Feirense.

A grande ocasião de golo do Sporting foi já perto do intervalo, num remate forte de Wolfswinkel em que Paulo Lopes foi obrigado a fazer uma grande defesa.


Para a segunda parte, a dúvida seria quanto tempo Domingos Paciência iria resistir sem colocar um extremo de raiz para retirar Matías ou Elias e a resposta a essa pergunta foi 12 minutos, quando o brasileiro deu lugar a Carrillo.
Pelo meio, duas oportunidades (primeiro por Henrique á boca da baliza e depois por Ludovic de longe) e uma expulsão (Henrique) para o Feirense.

A jogar contra dez e a toda a largura, não demorou muito a chegar ao golo, ainda que na conversão de uma grande penalidade (falta de Luciano sobre Schaars) na qual Wolfswinkel foi irrepreensível. Estavam decorridos 64 minutos.

Com o tento obtido, a formação leonina tranquilizou-se, foi controlando e dominando o jogo e a partir daí a partida teve sentido único, com o segundo golo apenas a ser uma questão de tempo.
Primeiro veio a ameaça, por um remate de Carrillo que foi desviado por Paulo Lopes para o poste, depois o golo da total tranquilidade, aos 77’, quando Schaars aproveitou da melhor maneira uma bola que surgiu á entrada da área oriunda de um ressalto para facturar.


Até ao final do jogo, não houve mais situações para o resultado sofrer alterações. Com esta vitória, o Sporting continua a três pontos dos líderes FC Porto e Benfica, conseguiu ultrapassar o Braga na tabela classificativa e fica á espera do que faz amanhã o Marítimo para saber se fica isolado no 3º lugar.


Quanto às equipas, creio que o Feirense teve uma boa atitude durante todo o jogo.
Defendeu bem, com dois “pivots” defensivos no meio-campo sempre em cima de Schaars e Elias, impedindo-os de apoiar Capel e Matías nos flancos, e sempre que possível, tentou atacar, criando mesmo algumas situações de perigo.
Com a expulsão e o golo sofrido, era difícil reverter os acontecimentos, mas foi uma formação que fez o que pôde e mostrou argumentos.
Os extremos Carlos Fonseca e Miguel Pedro pela pressão e pela ameaça que representam impediram subidas mais frequentes de Insúa e João Pereira pelas laterais e isso condicionou o jogo ofensivo dos leões.

Quanto ao Sporting, teve duas partes distintas no jogo. Uma primeira em que actuou coxa, atacando somente por uma ala, a esquerda, e daí o desgaste precoce de Capel que o obrigou a sair mais cedo que habitual.
Volto a bater na mesma tecla, Elias e Matías não podem jogar ao mesmo tempo, os leões não conseguem atacar a toda a largura e já com o Gil Vicente mostrou imensas dificuldades nas transições ofensivas, a diferença é que frente aos homens de Barcelos conseguiram marcar cedo na sequência de uma bola parada e fizeram o 2-0 na conversão de uma grande penalidade, aqui em Aveiro não tiveram essa sorte e foi preciso esperar muito mais para se ver um golo. A diferença de Carrillo para Matías na ala direita é da noite para o dia, e para o bem da equipa, é bom que Domingos Paciência se aperceba disso porque a produção ofensiva com o peruano em campo é muito superior. Diga-se de passagem que a expulsão também ajudou, não tanto em termos ofensivos porque o número de homens do Feirense lá atrás a defenderam eram os mesmos, mas os fogaceiros deixaram de atacar e o jogo tornou-se tranquilo.
Em termos individuais, Rui Patrício cumpriu quando foi chamado, João Pereira não subiu muito mas não esteve mal, Onyewu esteve impecável, Carriço na construção do jogo ofensivo já se sabe que só joga para trás e para o lado e que nas alturas é facilmente batido mas não comprometeu e Insúa apoiou menos Capel do que costume mas teve de se preocupar sobretudo com a sua missão defensiva.
Rinaudo esteve ao seu nível, Schaars teve uma grande exibição coroada com um golo fantástico, Elias teve um bom lance na primeira parte mas de uma forma geral tanto ele como o “fora do habitat” Matías estiveram apagados. Capel fez das suas mas face á insistência apenas no seu flanco e falta de apoio desgastou-se imenso e Wolfswinkel tal como há uns jogos para cá, tem andado desapoiado (curioso que este desapoio ao ponta-de-lança holandês tem coincidido com a inexistência de um extremo de raiz no lado direito). Quanto aos homens que entraram, Carrillo embora não tão explosivo fez das suas e atirou um míssil ao poste, Jeffren tem imensa qualidade mas estava sem ritmo e teve uma saída estranha e Bojinov não teve muito tempo para se mostrar.

sábado, 29 de outubro de 2011

Liga ZON Sagres | Benfica 2-1 Olhanense



O Benfica venceu esta noite o Olhanense por 2-1, no Estádio da Luz, em mais um jogo da Liga ZON Sagres.


Eis a constituição das equipas:

Benfica



O Benfica já se sabia que não podia contar com Javi Garcia, e por isso Matic avançou para o onze. Quem vai jogar nas alas é Bruno César e Gaitán, Maxi Pereira recuperou da lesão e joga na lateral direita em vez de Ruben Amorim, e no ataque e Rodrigo vai fazer companhia a Cardozo. Witsel fica no banco.
Os encarnados jogam um pouco debaixo de pressão porque se não conseguirem ganhar, não se irão colar novamente ao FC Porto no 1º lugar e podem ver o grupo de perseguidores (Braga, Sporting e Marítimo) aproximar-se.


Olhanense



O Olhanense tem feito um bom campeonato. Para uma formação que luta pela manutenção, estava á entrada para esta jornada no 6º lugar, fruto de três vitórias, dois empates (um deles em Alvalade) e duas derrotas, e um saldo de 9-8 em golos.
O jogador em destaque nesta temporada é Wilson Eduardo, internacional sub-21 emprestado pelo Sporting, que é o melhor marcador da equipa.


O Benfica entrou praticamente a ganhar, com um golo logo aos 25 segundos! Numa jogada na direita, Gaitán com um grande passe isolou Rodrigo que não perdoou. Ainda nem eu me tinha sentado tranquilamente no meu sofá para ver o jogo!

Os encarnados continuaram com um ritmo intenso, e aos 13’, voltaram a marcar! Maxi Pereira subiu pelo flanco na direita, cruzou rasteiro para a área onde estava Cardozo, mas Mexer cortou a bola no sentido no sentido da baliza e quem agradeceu foi Rodrigo que perto da linha de golo cabeceou lá para dentro. Estava feito o 2-0, tudo muito fácil para os vice-campeões nacionais. Dois golos cozinhados no flanco direito.

Com o assunto resolvido rapidamente, o restante tempo de primeira parte foi para gerir a vantagem e o esforço pelo Benfica, chegando ao intervalo com cerca de 70% de posse de bola, e com a menor intensidade que foram dando á partida, o Olhanense teve mais tempo para sair em ataque organizado, ainda que sem criar perigo.

Esta primeira parte estava a ter o interessante pormenor de que deve ter sido o período de 45 minutos com menos faltas na presente temporada com menos faltas cometidas.


Ao intervalo, Jorge Jesus tirou o apagado Aimar e colocou Witsel, mas começou a segundo tempo a sofrer um golo, logo aos 46’, com Wilson Eduardo a responder ao segundo poste a um cruzamento de João Gonçalves na direita. Quando se pensava que o jogo estava resolvido, eis que a vantagem dos encarnados agora era mínima e a qualquer momento podiam ficar em igualdade.

O Olhanense, mesmo com menos argumentos que o seu opositor, foi procurando atacar e chegando ao empate, mas o Benfica não foi nessa e quis voltar a ter dois golos de vantagem, e aos 64’, Matic atirou de cabeça á trave após canto cobrado por Bruno César.

Cinco minutos depois, a formação lisboeta até marcou, mas o golo foi (mal) anulado. Após um canto, Luisão desviou a bola para Cardozo que atirou para a baliza, mas o árbitro invalidou o tento. Fora-de-jogo não existiu e resta saber se foi marcada alguma falta.

O jogo não teve muitas oportunidades de golo, o Benfica estava por cima mas o resultado era perigoso e tivemos de esperar pelos descontos para ver novas ocasiões.
Primeiro, a equipa de Olhão leva toda a gente para a área na marcação de um canto que se viria a revelar inconsequente e no contra-ataque Saviola isola-se mas atrapalha-se e não consegue marcar.


Com esta vitória, os encarnados colam-se ao FC Porto na liderança da Liga ZON Sagres com 23 pontos.


Analisando as equipas, creio que o Benfica cumpriu os mínimos. Marcou dois golos cedo, pensou que já tinha o assunto resolvido e quando o Olhanense fez o 1-2 é verdade que não tremeu muito, mas o resultado era perigoso e as coisas podiam ter corrido de forma diferente.
Artur não teve culpa nos golos e não teve grandes oportunidades de brilhar, a defesa sofreu o “golito” do costume, Maxi fez uma assistência e Emerson esteve ao seu nível, não muito exuberante, nem pela positiva, nem pela negativa.
Matic foi discreto, traz menos agressividade e poder a construir jogo que Javi Garcia tem, Aimar esteve apagado, Bruno César tirando os cantos não teve muito em jogo, Witsel também pouco se viu e Gaitán foi o que deu mais nas vistas no meio-campo. Nolito esteve mexido mas não mexeu no jogo.
Rodrigo marcou dois golos e tem de ser considerado o melhor em campo e a figura do jogo, e Cardozo bem tentou acrescentar mais um tento á sua conta pessoal mas sem resultados.

Quanto ao Olhanense, foi uma equipa que demorou a acordar e que sentiu imensas dificuldades defensivas nos primeiros 15 minutos. Os ataques não foram muitos, raros na primeira parte e alguns na segunda, mas deu para ver que Wilson Eduardo é um jogador á parte nesta formação, e o próprio Salvador Agra (que entrou ainda no primeiro tempo) é muito irrequieto. De resto, de positivo pouco há a dizer, talvez tenha que referir o facto dos dois golos do Benfica serem do lado de Ismaily, isso pode ser o indicador de algo…

Premier League | Chelsea 3-5 Arsenal



Esta tarde, num magnifico jogo de futebol, o Arsenal foi a Stamford Bridge vencer o seu rival de Londres, o Chelsea, por 5-3, num jogo a contar para a 10ª Jornada da Premier League.


Eis a constituição das equipas:

Chelsea



O Chelsea começou a temporada a ganhar, mas pela margem mínima, com um futebol sem chama, e á medida que o tempo foi passando, o jogo colectivo da equipa de André Villas-Boas foi ganhando algum brilhantismo, chegando em alguns jogos a golear (4-1 ao Swansea, 5-1 ao Bolton e 5-0 ao Genk) e os “blues” e o treinador português estavam a ser alvos de rasgados elogios. Entretanto, na semana passada tudo se complicou no terreno do Queens Park Rangers, quando a equipa perdeu por 1-0 num jogo em que acabou apenas com nove unidades. Durante a semana, o tema de conversa foi mesmo as queixas de Villas-Boas á arbitragem (a federação inglesa tem mão pesada nestes casos) e também os alegados insultos racistas dirigidos por John Terry a Anton Ferdinand, jogador do QPR.
Em termos individuais, Juan Mata e Ramires pelo que tenho visto têm sido dois jogadores que dinamizam muito o jogo ofensivo, Fernando Torres está em ascensão de forma embora continue longe dos seus tempos áureos de goleador, Bosingwa tem feito uma boa temporada, Lampard começou mal voltou a ser um jogador nuclear e Raúl Meireles tem-se revelado uma grande contratação.


Arsenal



O Arsenal começou muito mal a temporada, ressentiu-se imenso das saídas de Fabregas e Nasri, com algumas derrotas, uma delas bem humilhante no terreno do Manchester United (2-8), que fez mesmo tremer o cargo de Arsène Wenger.
No entanto, comandados essencialmente pelo seu melhor jogador e marcador, Robin Van Persie, têm conseguido recuperar na tabela classificativa, estando perto dos lugares que dão acesso às competições europeias, somando três vitórias nos últimos quatro jogos na Premier League, e estando numa série de duas vitórias consecutivas, o que parece pouco mas já não acontecia desde Fevereiro.
Para que conste, ainda não tinha visto nenhum jogo dos “gunners” esta temporada.


O Chelsea começou muito bem no jogo, sobretudo a partir de passes em profundidade para as costas da defesa, com as bolas a passarem entre o central e o lateral do Arsenal, e com este inicio forte, o adaptado Djourou a lateral-direito sentiu muitas dificuldades face às subidas de Ashley Cole pela esquerda.

No flanco direito, passava-se praticamente o mesmo, no entanto, Sturridge, responsável pelo último passe, muito veloz com a bola nos pés mas lento a pensar, numa jogada que deu tudo para dar em golo de Torres que estava isolado no centro da área, complicou demasiado e o seu cruzamento rasteiro foi facilmente antecipado por Szczesny.

A defesa muito subida do Arsenal estava a sentir muitas dificuldades face a estas bolas bombeadas para as suas costas, no entanto, os “gunners”, em dois ataques praticamente seguidos comandados pelo muito veloz Theo Walcott pela direita, conseguiu fazer a cabeça em água a Ashley Cole e dois passes mortíferos para o coração da área, que não foram concluídos com sucesso, primeiro por Gervinho, e depois por Van Persie.

Com uma ameaça chamada Walcott, Cole deixou praticamente de subir e a partir daí Djourou teve uma tarde bem mais tranquila.

No entanto, aos 14’, foi mesmo o Chelsea a marcar! Terry executou um excelente passe longo para Mata que numa situação rara estava na ala direita, e cruzou para a área onde Lampard de cabeça fez golo.

O tento obtido pelos “blues” acalmou o ritmo do jogo, porque os homens da casa tentavam agora arrefecer a partida, sair em ataque organizado, correr menos riscos e fazer os jogadores do Arsenal correrem atrás da bola.
Só quinze minutos depois do golo a equipa de Villas-Boas criou uma nova oportunidade, com um grande passe de Lampard a isolar Sturridge mas este acertou nas orelhas da bola e desperdiçou uma grande ocasião de ampliar a vantagem.

Os “gunners” por esta altura estavam a ter o esférico mais tempo em sua posse, e Ramsey com um excelente passe isolou Gervinho que na cara de Cech assistiu Van Persie á sua esquerda para empatar o jogo, aos 36’.

Três minutos depois o Chelsea viu um golo seu ser anulado por fora-de-jogo a Sturridge, mas já nos descontos da primeira parte, após um canto de Lampard, Terry antecipou-se a Mertesacker e com um desvio subtil com o pé a meia altura empurrou a bola para a baliza, fazendo assim o 2-1.


Na segunda parte, o Arsenal entrou fortíssimo como lhe convinha, e após algumas oportunidades falhadas, marcou quatro minutos após o interregno, por André Santos, lateral que apareceu isolado nas costas da defesa pelo lado esquerdo e atirou em jeito por entre as pernas de Petr Cech.

Mal o jogo recomeçou, Ashley Cole apareceu no lado esquerdo com muito perigo, mas foi atropelado pelo guardião forasteiro. Pediu-se o cartão vermelho mas o árbitro ficou-se pelo amarelo.
Na marcação do livre, Lampard obrigou o próprio Szczesny a fazer uma defesa muito complicada.

Como quem não marca, arrisca-se a sofrer, a formação de Arsène Wenger colocou-se pela primeira vez em vantagem no jogo. Aos 56’, Walcott na direita tem uma grande jogada em que acabaria por cair, levantar-se e mesmo assim ser mais rápido que todos os defesas e na cara de Cech fazer o 3-2.

O Chelsea lidou mal com a desvantagem, porque tinha a obrigação de vencer este jogo e porque já o teve na mão, e por isso muitas vezes os jogadores actuavam em desespero, fora das suas posições e com inconsequência no último terço.
Villas-Boas mexeu e colocou em campo Malouda, Lukaku e Raul Meireles, já Wenger, porque lhe convinha manter a posse de bola, retirou Walcott e fez entrar Rosicky.

Os “blues” continuavam com as mesmas dificuldades, e o tempo não jogava a seu favor até que numa jogada algo confusa, aos 80’, em que se pediu uma falta de Lukaku, Meireles colocou a bola em Mata que do meio da rua tentou a sua sorte e marcou: 3-3, mas que grande jogo!

Com maior responsabilidade por jogar em casa e ser um assumido candidato ao título, esperava-se que a formação de Stamford Bridge fosse quem procurasse mais o golo nos últimos minutos, no entanto, num atraso de Malouda para Terry, este escorrega e Van Persie consegue ficar isolado, driblou Cech e fez o 4-3 para a sua equipa a cinco minutos dos descontos.

O Chelsea desesperadamente lançou-se no ataque em busca do empate, mas foi o Arsenal que voltou a marcar, novamente por Robin Van Persie, numa jogada ofensiva conduzida com bastante calma o holandês rematou forte á entrada da are e fez um grande golo.

O jogo acabaria em 5-3 e com esta vitória o Arsenal soma 16 pontos, menos três que o seu opositor desta tarde.


Analisando as equipas, o Chelsea, como já se sabia, apareceu neste jogo com algumas ausências, sendo as mais importantes Essien e Drogba, atletas que teriam sido muito úteis visto que no meio-campo o ganês daria algo que Obi Mikel não tem e o costa-marfinense seria no mínimo uma alternativa ao desinspirado Torres.
Quanto ao resto, Cech não teve culpa nos golos, Terry só falhou naquela escorregadela, de Ivanovic não há muito a dizer, Bosingwa esteve furos abaixo do habitual, Ashley Cole esteve ao seu (grande) nível mas é difícil ter uma exibição a roçar a perfeição quando se tem Walcott pela frente.
Obi Mikel jogou em vez de Meireles para compensar melhor defensivamente, mas acrescentou pouco na construção de jogo, Ramires esteve menos em jogo do que costume, Lampard esteve fantástico na primeira parte e desaparecido na segunda, Sturridge é bom tecnicamente e sobretudo veloz, mas falta-lhe mais rapidez a pensar, Mata é o mais inconformado desta equipa e Torres passou ao lado do jogo. Malouda não acrescentou nada ao jogo, e Lukaku e Meireles ainda participaram na jogada do 3-3.
Faltam mais argumentos a este Chelsea, sobretudo na ala direita e no centro do ataque, e uma prova disso é que o melhor marcador da equipa é um médio (Lampard).

Quanto ao Arsenal, a nível defensivo não é flor que se cheire mas com o resultado a seu favor consegue defender bem, embora seja visivelmente desequilibrada.
O seu guarda-redes viu uma expulsão ser-lhe poupada, Mertesacker estava mal posicionado nos dois primeiros golos do Chelsea, Koscielny também falhou especialmente na primeira parte naqueles passes entre ele e André Santos, que marcou, e teve os seus bons e maus momentos.
Song fez um grande passe para o terceiro golo dos “gunners”, Arteta e sobretudo Ramsey são dois jogadores muito activos e com grande qualidade de passe, Walcott é um extremo muito vertical, muito veloz e que fez a cabeça em água a Ashley Cole (que é só um dos melhores laterais do mundo), Gervinho sem a mesma qualidade que o inglês é também ele “chatinho” e quando a Van Persie, creio que o “hat-trick” que marcou fala por si.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Liga ZON Sagres | FC Porto 3-0 Paços de Ferreira



Esta noite o FC Porto venceu o Paços de Ferreira por 3-0, no Estádio do Dragão, no jogo de abertura da 9ª Jornada da Liga ZON Sagres.


Eis a constituição das equipas:

FC Porto



Os dragões voltaram aos triunfos no passado fim-de-semana após uma convincente vitória frente ao Nacional (5-0) em casa. Nesse jogo, Vítor Pereira (cunhado de Luis Miguel, treinador dos pacenses) efectuou uma autêntica revolução na equipa, relegando alguns dos habituais titulares para o banco de suplentes e dando a oportunidade a jogadores com menor utilização, apesar de indiscutível qualidade e esta noite repetem o mesmo onze.
Os portistas procuram aqui uma vitória que os possa colocar pelo menos por um dia na liderança isolada na Liga, e pressionar o Benfica que só amanhã joga, no entanto, o Paços de Ferreira no passado recente tem-se revelado uma equipa complicada para os azuis-e-brancos, visto que os castores empataram nas últimas duas vezes que jogaram no Dragão.


Paços de Ferreira



O Paços tem feito um campeonato um pouco aquém das expectativas, ocupando o último terço da tabela classificativa. Pelo que vi esta temporada (jogos com Sporting e Benfica), deu para ver que tem uma defesa fraca, bastante permissiva a oportunidades de golo dos adversários e tem uma atitude muito diferente jogando na Mata Real ou fora, mostrando o tal “jogar á Paços” quando actua em casa, no entanto, fora de portas, tem muita dificuldade em fazer as transições ofensivas.
No ataque tem alguns bons jogadores, como Caetano (vice-campeão do Mundo de Sub-20), Melgarejo (emprestado pelo Benfica e recentemente chamado á selecção do Paraguai), William (melhor marcador de sempre do Paços no campeonato português) e sobretudo Michel (melhor marcador da presente temporada, um poço de força e um jogador igualmente muito bom tecnicamente, que é facilmente comparado com Hulk pelo físico e pelo estilo). Josué, que actua no meio-campo, é internacional sub-21 e um atleta muito útil na marcação de bolas paradas.


Os pacenses entraram bem mais atrevidos no Dragão em comparação à forma como jogaram na Luz, e nos primeiros minutos, até atacaram mais, jogando em alta intensidade, no entanto, já se sabe, há medida que o tempo foi passando o FC Porto foi assumindo uma postura mais dominante na partida, mas ainda assim, o Paços manteve-se organizado defensivamente, nunca permitindo que os jogadores de azul e branco chegassem demasiado perto da sua baliza, e as principais oportunidades dos campeões nacionais até foram por remates de fora da área, também por demérito da equipa que não soube acelerar mais.

Aos 10’, os portistas têm a primeira grande oportunidade de golo, quando na resposta a um cruzamento de Alvaro Pereira na esquerda Belluschi respondeu com um cabeceamento para grande defesa de Cássio.

Cinco minutos depois, o criativo médio argentino dos dragões acertou na malha lateral na cobrança de um livre directo, e pela reacção dos adeptos, houve a ilusão de óptica de que a bola tinha entrado na baliza.

O FC Porto foi subindo de produção a partir daquela fase mais intensa dos castores, Hulk e Varela trocaram de alas e numa jogada do extremo português pela direita, ao tentar fazer o cruzamento envia a bola á trave após ligeiro desvio do guarda-redes do Paços.

Pouco depois da meia hora, os forasteiros reagiram e numa bola bombeada para o ataque que parecia controlada por Sapunaru e Rolando, Melgarejo acreditou que podia chegar ao esférico, antecipou-se aos defesas e isolado na cara de Helton atirou ao lado. Este lance perigoso levou ao inicio de um coro de assobios no Dragão.

Já nos descontos do primeiro tempo, após um cruzamento de Alvaro Pereira do lado esquerdo, ao tentar aliviar a bola Luisinho chutou contra Melgarejo e a bola caprichosamente entrou na baliza pacense. Estava feito o 1-0, mesmo numa altura crucial.


Para a segunda parte, Vítor Pereira reconheceu o fraco desempenho da equipa até então e no intervalo deixou logo Defour no balneário e fez entrar João Moutinho, uma alteração que se veio a revelar acertada.

Aos 51’, após mais uma subida no lado esquerdo por Alvaro Pereira (sim, ele fez todo o flanco e muitas vezes até funcionou como extremo), este cruza e encontra Walter que conseguiu fazer o mais difícil, atirar por cima.

Nesta fase, ambas os treinadores mexeram na equipa. Vítor Pereira retirou de campo Hulk e Walter para colocar James Rodríguez e Kléber, e Luís Miguel fez entrar Michel para o lugar de William, e assim que o “Hulk da Mata Real” entrou fez um remate muito forte que Helton desviou para canto.

Logo após o período as alterações, o FC Porto voltou a marcar, e nada mais, nada menos de que numa jogada que envolveu os três jogadores que começaram no banco e entretanto entraram. João Moutinho tem um excelente trabalho no qual passa por um adversário, coloca a bola no meio em James (que apareceu quase sempre a “10” libertando o flanco esquerdo para Alvaro Pereira) que rematou ao poste e na recarga Kléber fez golo.

A partir daqui, o Paços conformou-se com a derrota, nada ou pouco atacou e o FC Porto, com alguns momentos de brilhantismo, foi mantendo a bola em sua posse e parecia agora uma formação diferente do que aquela que tinha entrado no jogo.

Assim, foi sem surpresa que fizeram o 3-0, aos 84’. Após mais uma (!) subida de Alvaro Pereira, Kléber recepcionou de forma deficiente um cruzamento do lateral uruguaio, no entanto, com sorte a bola sobrou para atrás onde estava João Moutinho que atirou para o fundo das redes.


Chegou assim o jogo ao fim, e com esta vitória, o FC Porto passa pelo menos um dia na liderança isolada da Liga, e fica á espera do que o Benfica fará amanhã diante do Olhanense.


Fazendo uma análise às equipas, os azuis e brancos fizeram mais uma exibição sem grande fantasia, sobretudo na primeira parte, mas ainda assim, tal como com o Nacional, chegaram ao primeiro golo em lances fortuitos, e depois, a jogar em casa, tornou-se tudo mais fácil.
Mas quem ganha tem sempre razão, e os comandados de Vítor Pereira marcaram oito golos nos últimos quatro jogos, algo que não está ao alcance de qualquer equipa, muito menos de uma que não produz um futebol de grande qualidade.
Para mim o melhor jogador em campo foi Alvaro Pereira que aproveitou a tranquilidade que estava a ter nas suas funções defensivas para atacar mais e funcionar praticamente como um extremo, e dada a sua qualidade no que concerne a cruzamentos (esteve em dois golos e podia ter estado em mais se Walter não desperdiçasse aquela oportunidade logo no começo da segunda parte), a equipa adaptou-se a essa situação e compensou muito bem defensivamente por Fernando e também por Sapunaru que raramente subiu pela direita, e como já disse, quando James entrou em campo, em vez de ocupar a ala esquerda colocou-se a “10”, por detrás de Kléber.
Helton não teve grande trabalho, Sapunaru como já disse raramente subiu e a defender ficou mal na fotografia quando Melgarejo lhe ganhou um lance que parecia perdido, Rolando também não esteve bem nessa situação mas de uma forma geral foi sólido, Mangala fez uma exibição muito boa e actuou como um autêntico patrão no eixo defensivo do FC Porto.
Fernando esteve bem, Defour acrescentou pouco, Belluschi viu-se em algumas jogadas mas não fez grande exibição e Moutinho ajudou e muito a mexer com o jogo na segunda parte.
Hulk esteve apagado, Varela esteve em jogo, fez um cruzamento/remate que embateu na trave mas nunca foi explosivo, Walter não cumpriu a sua função que era marcar mas Kléber mal entrou compensou-o. James agitou as águas e provou que a sua queda de forma no jogo com o APOEL foi um caso isolado. Como tinha dito nos primeiros jogos que vi desta formação esta temporada, é talvez o melhor jogador da equipa, e ainda tem uma enorme margem de progressão.

Quanto ao Paços, gostei da sua atitude, atrevidos e ao mesmo tempo sólidos a defender, bem melhor do que o que vi deles na Luz.
Deu para ver mais de cada jogador, creio que a dupla de centrais é boa, especialmente Eridson. Luisinho também defendeu bem mas teve azar no primeiro golo.
Luiz Carlos é bom jogador, Josué viu-se menos mas também tem qualidade, Melgarejo parece-me ser sobrevalorizado por ir á selecção do Paraguai mas é muito veloz e “chatinho” para as defesas, William está em decadência de época para época mas tem alguns dotes de ponta-de-lança e Michel é aquele jogador que não se percebe porque mais uma vez começou o jogo do banco. O flanco direito composto por Filipe Anunciação e Manuel José foi um sossego para o bastante ofensivo Alvaro Pereira, e Caetano quando entrou pouco poderia fazer.
Mas vi mais argumentos dos pacenses neste jogo, creio que estão longe de ser das piores equipas do campeonato e que só com muito azar não conseguirão a manutenção de uma forma tranquila.
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