quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Liga dos Campeões | Benfica 3-1 Twente



O Benfica recebeu hoje, e venceu, o Twente por 3-1, carimbando o passa porte para a Fase de Grupos da Liga dos Campeões.

Os encarnados apresentaram-se com o seguinte onze: Artur; Maxi Pereira, Luisão, Garay e Emerson; Javi García e Witsel; Gaitán, Aimar e Nolito; Cardozo.

O Benfica entrou bem no jogo, criando diversas oportunidades, sobretudo nos primeiros 15 minutos em que houve cerca de cinco remates, que com mais ou menos perigo, levavam a direcção da baliza de Mihaylov.

De resto as águias foram bastante perigosas na primeira parte, aproveitando o espaço que os holandeses davam, já que os comandados de Co Andriaanse jogavam com as linhas muito avançadas no terreno, e por isso foram várias as situações em que o Benfica teve contra-ataques em que praticamente os seus atacantes estavam em igualdade numérica com os defensores do Twente.

A equipa encarnada jogou mesmo muito bem no primeiro tempo, apresentando uma coesão defensiva que poucas hipóteses davam ao vice-campeão da Holanda, muito por culpa de Jorge Jesus ter colocado Witsel em campo em vez de Saviola, o que fez com que Javi Garcia pudesse estar mais perto dos centrais, e mesmo quando o espanhol avançava no terreno, o belga apresentava-se mais recuado para fazer as dobras.
No ataque, só faltavam mesmo os golos, e diga-se de passagem que o Benfica teve oportunidades mais que suficientes para ir para o intervalo com o apuramento para a fase de grupos da Liga dos Campeões praticamente garantido.

Já os primeiros 45 minutos do Twente não foram do meu agrado, facilitando muito na defesa, correndo sérios riscos, e ao mesmo tempo não justificavam esses riscos com oportunidades de golo criadas pelo ataque, tanto que o único remate que fez no primeiro tempo, e diga-se de passagem que levou algum perigo, foi de fora da área por intermédio de Bryan Ruiz, à passagem dos 34’. Posso mesmo dizer que não tenho dúvidas de que o costa-riquenho é mesmo o melhor jogador desta equipa.
De resto, a equipa holandesa parece não ter muita qualidade, falhando muitos passes e sendo inconsequente no ataque.

Na segunda parte, o Benfica praticamente entrou a ganhar. Na sequência de um livre a meio do meio-campo do Twente, Luisão amortece a bola de cabeça para um remate acrobático de Witsel, colocando o resultado em 1-0.

Aí, gerou-se um clima de tranquilidade e confiança entre os encarnados, e aos 58’ apareceu o 2-0, através de Luisão, a responder de cabeça ao primeiro poste a um canto de Aimar.
Cerca de sete minutos depois, após um excelente passe de Cardozo, Witsel aparece isolado e com toda a calma faz o 3-0, se dúvidas havia, o apuramento para a Liga dos Campeões ficou aqui carimbado.

A partir daí, o Benfica foi diminuindo a intensidade de jogo, e por isso os homens vindos do país das tulipas estiveram mais próximo da área encarnada, acabando mesmo por marcar, numa jogada que envolveu os dois melhores elementos de campo do Twente, Ola John a fazer um cruzamento milimétrico para a cabeça de Bryan Ruiz, estavam decorridos 84 minutos, tempo insuficiente para tentar dar a volta aos acontecimentos.

Fazendo uma análise de como o Benfica se apresentou, confesso que era esta a constituição de equipa que eu esperava, ainda que não me admirasse se visse Saviola no lugar de Cardozo, de forma a garantir mais posse de bola, mais mobilidade e contra-atacar com mais rapidez e consequente maior eficácia.
No entanto, percebe-se a intenção de Jorge Jesus e isso viu-se no jogo, pois a equipa jogou como se o resultado estivesse 0-0 e não 2-2, e depois, pela frente não estava nenhum colosso europeu como o Arsenal (cito esta equipa porque o Benfica apresentou a formação que eu pensava que iria apresentar neste jogo com os ingleses para a Eusébio Cup), as águias podiam muito bem dominar o jogo, ser mais forte e não precisar da mobilidade de Saviola, e foi isso que se assistiu.
Em relação aos sectores, devo dizer que a defesa esteve muito bem, penso que está encontrado o quarteto defensivo, e que Garay e Emerson são duas boas aquisições, exemplo de jogadores que não precisaram de período de adaptação, basicamente chegaram, viram e venceram. Emerson pode não fazer esquecer Coentrão, mas é um jogador que raramente falha nas suas tarefas.
O meio-campo esteve sempre muito dinâmico, sobretudo até aos 3-0, com Witsel a ser mais um exemplo de jogador que chegou, viu e venceu. Basicamente quem é bom é sempre bom, a linguagem do futebol é universal, e ficou aqui provado.
No entanto, e incluindo aqui também o ataque, o Benfica acusou demasiado a sede de querer marcar golos, em termos colectivos até ao 1-0, mas em termos individuais, destaco Nolito e Cardozo, que foram dos mais desesperados para colocar a bola dentro da baliza. O primeiro talvez por querer bater o recorde de Eusébio, o segundo por querer reconciliar-se com os adeptos.
Posso mesmo dizer que pecou por escassa esta vitória do Benfica.

Em relação ao Twente, sinceramente não compreendo. Milhões de jovens davam tudo para estar ali a lutar por uma vaga na Liga dos Campeões, e por muito bem que tivesse jogado a formação portuguesa, o vice-campeão da Holanda apresentou sempre grande passividade, uma grande falta de querer e motivação, e até mesmo de alguma incoerência na abordagem do jogo. Como é possível a linha defensiva estar tão subida quando o ataque estava inconsequente, e apesar do perigo que o Benfica ía causando na primeira parte, continuar subida e os jogadores parecerem despreocupados com isso?
Como é possível o líder isolado do campeonato da Holanda (país que ainda esta semana subiu ao 1º lugar no Ranking da FIFA) apresentar tão poucos argumentos? Como é possível falhar tantos passes, revelar tão pouca ambição e ficar dependente dos lances individuais do seu melhor jogador (leia-se Bryan Ruiz), e depois também de Ola John?
Nunca mostraram muita vontade em dar a volta aos acontecimentos, nem sequer qualidade para isso, e podem-se dar por felizes por não sair da Luz com uma derrota histórica, e devem alguma dessa felicidade ao extraordinário guarda-redes que têm.

Dados estes acontecimentos, o Benfica está qualificado para a Fase de Grupos da Liga dos Campeões, e terá de esperar pelo sorteio de 6ª feira para saber quais as três equipas que lhe saem na rifa.

Amanhã, em princípio, as análises futebolísticas deverão estar de regresso para fazer o rescaldo do Sporting – Nordsjaelland.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Felicidades Falcao!



Fiquei um grande fã teu em Portugal, espero que partas tudo no Atlético, embora eu pense que tivesses lugar na outra equipa de Madrid.

Há quem diga que o Benfica acerta em cheio nos reforços que são desviados para o FC Porto e é bem verdade, podemos falar de muitos, mas para mim o caso mais flagrante dos últimos anos foi mesmo Radamel Falcao.

Um goleador exímio, daqueles que inventa golos, dos que apenas precisa de meia oportunidade para marcar, daqueles cuja especialidade não é o jogo aéreo nem o bom jogo de pés mas sim marcar golos, ser um ponta-de-lança completo, apanhar a bola em qualquer sitio e atirá-la lá para dentro.

Para mim, é dos melhores 9 da actualidade, se não mesmo o melhor, é aquilo que muitas equipas precisam, um finalizador-nato, e na minha opinião, tinha lugar no Real Madrid, e por muito boa forma que esteja Benzema, falta-lhe a eficácia do colombiano.

No Atlético certamente dará muitas alegrias aos adeptos "colchoneros", quer sozinho na frente, quer ao lado de Diego Forlán, que afinal, parece que já não sai.

De qualquer modo, finalmente vestido de vermelho... e branco, espero que tenha bastante felicidade num clube pelo qual até tenho algum carinho, sobretudo depois de ter lido o livro do Futre. Não duvido que triunfará em Espanha, que figurará entre os melhores marcadores, que impressionará pelos golos que marcará de cabeça após um salto em que subiu ao segundo andar ou porque desceu onde muitos defesas não metem os pés, a inventar golos quando as jogadas parecerem perdidas, seja de calcanhar, de bicicleta, de carrinho e até de gatas.

Felicidades Falcao!

domingo, 21 de agosto de 2011

Liga ZON Sagres | Beira Mar 0-0 Sporting



Hoje, em Aveiro, Beira Mar e Sporting não foram além de um empate a zero, num jogo em que o melhor em campo, foi mesmo o árbitro, uma improvável figura no jogo.

O Beira-Mar apresentou a seguinte constituição: Rui Rego; Pedro Moreira, Jaime, Hugo e André Marques; Rui Sampaio e Yohan Tavares; Artur, Nildo Petronlina e Cristiano; Zhang.

Já o Sporting, apresentou um onze que na minha opinião já se vai aproximando do modelo ofensivo que equipa leonina tem de apresentar: Rui Patrício; João Pereira, Polga, Rodriguez (Carriço) e Evaldo; Rinaudo, Matías (Izmailov) e Schaars; Yannick Djaló (Postiga), Diego Capel e Wolfswinkel.

Um dos jogos mais insólitos de que tenho memória no futebol português, devido a toda a polémica em redor do árbitro, sobre o qual nada se sabia, nem a sua categoria, nem como foi encontrado, apenas o seu nome, Fernando Martins.

O jogo na primeira parte foi sempre muito equilibrado e sobretudo mal jogado e sonolento, com pouquíssimos remates de parte a parte, passes falhados, pedia-se, sobretudo ao Sporting, que apenas fez dois remates, o primeiro foi aos 29 minutos, por Yannick Djaló, levando algum perigo, e o segundo por Schaars cerca de 10 minutos depois, ainda que esse remate pudesse ser confundido com um remate de râguebi, que aí sim, teria dado três pontos à equipa leonina.

Face à pouca produtividade ofensiva da equipa, Domingos quis mexer no onze pouco depois da meia hora, fazendo uma dupla substituição, retirando Matias (que ainda não está com ritmo) e Yannick (que embora tecnicamente seja aquilo que se sabe, até estava a ser dos mais irrequietos), colocando em campo Izmailov e Hélder Postiga.
Surpreendeu-me imenso Wolfswinkel ter ficado em campo, porque num tipo de jogo em que o Sporting não consegue encostar o adversário às cordas e fazer cruzamentos para o “9” finalizar, não vale a pena jogar, é um jogador a menos. No entanto, o que mais critico nem é o holandês ter ficado em campo, porque a qualquer Domingos acreditou que com as alterações o Sporting pudesse encostar os aveirenses lá atrás e aí fazer jogo directo, o que critico é dar-lhe a titularidade quando já se previa que a equipa leonina não iria conseguir fazer esse tipo de jogo, até porque o jogo é fora de casa, e o Beira-Mar tem algumas responsabilidades em discutir o jogo, e por isso, era de prever que os de Aveiro fossem atrevidos e tentassem a sua sorte.

E se rapidamente o Sporting teve que fazer duas alterações, não demorou muito mais tempo a ter de as esgotar, com Rodriguez a ter de sair devido a lesão muscular ao intervalo, para dar lugar a Daniel Carriço.
E tendo em conta que na primeira parte João Pereira apresentou algumas queixas na zona lombar, previa-se um segundo tempo muito difícil para o Sporting, que com o lateral português a meio gás e um tipo de jogo que não beneficia Wolfswinkel, eu não diria que os leões iriam começar os segundos 45 minutos com 11 jogadores, nem com 10 sequer, mas sim com 9 e meio.

E claro, que assim, o Beira-Mar tinha condições e a obrigação de se superiorizar ao Sporting no segundo tempo, algo que a equipa de Aveiro já estava a fazer desde os 20 minutos, e apesar de não rematar muito, foi povoando o meio-campo sportinguista, obrigando Rui Patrício a estar muito atento a cruzamentos que eram bombeados para a sua grande área.

O intervalo acabou por fazer bem ao Sporting, que foi avançando no terreno e empurrou o Beira-Mar para trás durante toda a segunda parte, criando diversas ocasiões, mas não conseguindo nunca marcar.

Foi Postiga, foi Wolfswinkel, foi Capel, foram tantas e tantas as oportunidades desperdiçadas. Gostei do esforço do Postiga, que muitas vezes vinha buscar a bola ao seu meio-campo defensivo, gostei daquilo que Capel tentava acrescentar ao jogo, e a mesma coisa com Izmailov, no entanto, algo está mal.

Há aqueles jogos em que se podia estar uma tarde inteira a atirar à baliza que a bola não entra, no entanto, essas ocasiões são para ser raras, não para serem frequentes, e a verdade é que o Sporting em três jogos oficiais ainda não conseguiu ganhar e só marcou um golo.
Se com o Olhanense faltou sorte, no jogo da Dinamarca e no desta noite em Aveiro faltou acima de tudo uma maior “pressing” desde inicio, porque uma equipa que tem assumidamente problemas de finalização, não pode dar uma parte de avanço ao adversário.

Wolfswinkel pode não estar adaptado, mas agora pergunto, e quantos avançados com as suas características e com um preço não superior ao seu andam pela Península Ibérica? O homem tem quase dois meses de treinos, é incompreensível tantos desacertos tácticos, sempre a fugir de uma linha de passe e a criar dificuldades aos parceiros que não sabem como lhe colocar a bola. E depois, uma incrível falta de talento, tanto com os pés, como com a cabeça. Pode ser que me engane, mas está aqui um sério candidato a “flop” do ano.

Schaars é um jogador que acrescenta muito pouco à equipa, apenas é útil nas bolas paradas e diga-se de passagem que mesmo assim o Sporting não tem conseguido marcar golos desse modo, nem desse, nem de nenhum.

Evaldo é um estranho caso dentro do clube, visto que é sempre dos piores jogadores em campo e não se buscam alternativas a ele na sua posição. O ano passado deixaram estar lá alguém com a inutilidade de Grimi, e este ano parece que Atila Turan pouco ou nada fará no Sporting.

A linha defensiva esteve bem, Rodriguez e Polga são a melhor dupla, no entanto, gostei de ver Carriço, que se mostrou motivado tal como em 2008/2009 em lutar por um lugar na equipa, ao contrário dos últimos dois anos em que teve sempre uma atitude muito passiva e em que acusou demasiada confiança.

Creio que Domingos está a falhar claramente nas previsões que tem feito aos jogos, porque nunca coloca de inicio a equipa que melhor se adequa aos tipos de jogo, e talvez por aí, cinco das nove substituições que fez nos três jogos oficiais esta época tenham sido antes da segunda parte estar a decorrer, o que mostra que algo não está a correr conforme o previsto.
E quem anda no futebol há tanto tempo, quem treina com os seus jogadores todos os dias e estuda os adversários é que tem a culpa de não entrar em jogo com os jogadores mais adequados.
Há muito trabalho pela frente, no entanto, dou o benefício da dúvida ao ex-treinador do Sporting de Braga, porque ainda estamos numa fase inicial da temporada, há muitos jogadores novos, outros que não estão nas melhores condições por terem vindo de lesões, chegado tarde ao clube ou ter estado na Copa América ou em outros torneios pelas selecções, até porque nada está perdido.
Espero uma boa atitude na quinta-feira frente ao Nordsjaelland, tenho imensa curiosidade em ver um meio-campo ofensivo composto por Jeffren, Izmailov e Capel, apoiados por um Matías em melhor forma, e tendo no ataque Rubio, que tendo em conta os golos que marca sempre que tem tempo de jogo e a ineficácia da equipa, merece uma oportunidade.

O Beira-Mar cumpriu o seu papel e penso que esta equipa, agora que tem iraniano a investir nela, com alguns reforços e um maior entrosamento entre os jogadores pode vir a tornar-se uma sensação nesta Liga ZON Sagres, quem sabe, para atacar a primeira metade da tabela.

Quanto ao árbitro do encontro, devo dizer que esteve bem melhor que muitos da 1ª categoria, ainda que nem sempre os seus auxiliares tenham estado a altura.
Como é possível árbitros como este preocupados em deixar jogar e tentarem fazer com que o jogo se resolva pelos jogadores estarem nos Regionais e alguém tão incoerente, espalhafatoso e rigoroso como Bruno Paixão ser árbitro internacional?
Há muito que investigar na arbitragem em Portugal!

sábado, 20 de agosto de 2011

Liga ZON Sagres | Benfica 3-1 Feirense



O Benfica venceu esta noite o Feirense por 2-1 num jogo a contar para a 2ª jornada da Liga ZON Sagres.

Os encarnados apresentaram-se em campo na máxima força, com o seu melhor onze para um jogo do género: Artur; Maxi, Luisão, Garay e Capdevilla; Javi Garcia, Gaitán (Witsel), Nolito (Enzo Peréz) e Aimar (Bruno César); Saviola e Cardozo.

Já os fogaceiros, equipa que cujos jogadores e forma de jogar desconhecia: Paulo Lopes; Pedro Queirós, Varela, Luciano e Serginho (Stopira); Diogo Cunha e Sténio; Diogo Rosado, Bamba (Mika) e Ludovic; Rabiola (Jonathan).

O Feirense até entrou bem no jogo, mas a jogar em casa o Benfica começou a tornar-se dominador a partir dos primeiros 10 minutos, e aí, em igual período, atravessou a melhor fase na partida, criando quatro ocasiões, a primeira por Saviola à malha lateral aos 11’, a segunda na sequência de um lançamento lateral de Maxi (que já se sabe que é como um canto) encontrou a cabeça de Cardozo que assim assistiu Nolito para que o espanhol fizesse o 1-0, estavam decorridos 13 minutos.
De salientar dois aspectos: a importância do gesto de Cardozo, que para além de ter amortecido a bola para Nolito, conseguiu igualmente confundir a defesa contrária, o que possibilitou ao espanhol estar mais desmarcado.
E depois, o antigo jogador do Barcelona B marcou pelo 5º jogo oficial consecutivo, igualando um recordo de Eusébio.

A fase do Benfica continuou, e poucos minutos depois, Gaitán acertou no poste, e novamente, perto dos 20’, Aimar atirou à malha lateral.

A partir daí o Benfica foi reduzindo um pouco a intensidade de jogo, no entanto, nesta fase o Feirense estava a acusar demasiado o golo sofrido e revelou alguma falta de ambição, o que aliada à inferioridade técnico/táctica comparativamente as águias, tornou-se um sério obstáculo para as ambições dos fogaceiros.
Foram valendo algumas iniciativas individuais, sobretudo do “speedy González” Ludovic no lado esquerdo, causando uma dor de cabeça a Maxi, e de outros jogadores que vestiam de azul, que face à pouca confiança que tinham, muitas vezes precipitavam-se e tentavam encontrar como solução remates a uma distância demasiado longe da baliza encarnada.
Até ao intervalo o Benfica foi dominando e controlando o jogo, criando oportunidades, mas não com a intensidade do período dos 10 aos 20 minutos, e por isso, não conseguiu ir com melhor resultado para o intervalo do que o 1-0.

O Feirense que na primeira parte fez lembrar as equipas espanholas da segunda metade da tabela que iam jogar a Camp Nou cheias de medo, na segunda parte entraram com uma atitude diferente e aos 52 minutos chegaram à igualdade, através de um cabeceamento de Rabiola muito bem sucedido.

A partir daí, o jogo foi muito equilibrado, chegando mesmo a estar algo partido, com as duas equipas a arriscarem à procura da vitória, e curiosamente, até era o Feirense que se ía aproximando com mais facilidade da área do Benfica, e aí destaco um remate de Diogo Rosado que obrigou Artur a aplicar-se.

No entanto, o Benfica não podia de forma alguma atrasar-se tanto em relação ao FC Porto que tinha vencido na noite anterior, e foi à procura do segundo golo, primeiro num livre de Cardozo que obrigou Paulo Lopes a uma defesa apertada, e depois, veio o 2-1, após uma jogada individual de bastante insistência de Maxi pela direita, o uruguaio serviu Cardozo para este colocar de novo os encarnados em vantagem, estavam decorridos 75 minutos.

No entanto, a turma de Santa Maria da Feira não baixou os braços, e procurou o 2-2, e nesse período, houve uma jogada polémica na grande área do Benfica, com Javi Garcia a empurrar Ludovic, o árbitro optou por não marcar, e de facto é um lance que deixa muitas dúvidas, porque tudo depende da intensidade, e depois, pela velha história de que se em todas as situações destas fossem marcadas grandes penalidades, havia imensas em todos os jogos.

Do outro lado, o Benfica ganhou confiança, e após passe de Witsel, Bruno César num lance de génio ultrapassa três adversários, levanta a cabeça e num remate fantástico faz o 3-1 aos 90+1’, possivelmente, o principal motivo de conversa na imprensa desportiva de amanhã.


Sobre ilações a tirar, penso que o Benfica voltou a acusar demasiada confiança quando tinha o jogo controlado e terá de trabalhar mais para ser uma equipa mais forte a defender um resultado vantajoso, e aqui há que trabalhar tudo, seja o ataque para que permita rapidamente aos encarnados chegar a um resultado que coloque “KO” os adversários, assim como a organização defensiva (foram seis golos sofridos nos últimos quatro jogos oficiais), tal como controlar psicologicamente a confiança demasiada excessiva que a equipa ganha quando se encontra em vantagem.
De resto, devo dizer que para este tipo de jogo o Benfica apresentou o melhor onze.
Ok, podemos dizer que talvez Capdevilla não esteja actualmente melhor que Emerson, e claro, muitos benfiquistas preferiam ver Witsel de inicio em vez de Cardozo, no entanto, o espanhol só adquire ritmo jogando, e o paraguaio é, a meu ver, um jogador talhado para este tipo de jogos.
O facto de o adversário ser muito inferior ao Benfica e ir à Luz procurar jogar para o empate, leva a que jogue com uma linha mais recuada, e por isso, em vez de assistirmos a uma batalha a meio-campo ou a um jogo partido, é um tipo de jogo em que os encarnados encostam o oponente às cordas, e por isso, faz sentido haver um avançado mais posicional como Cardozo para acrescentar algo lá na área, o que no caso são centímetros e uma capacidade de finalização que a qualquer momento pode desequilibrar o marcador a favor do Benfica, e isso foi de mais evidente, porque o paraguaio fez um golo e uma assistência.
Quando o Benfica for o desfavorecido, quando tiver de jogar com uma equipa que jogue com uma linha mais avançada, quando for preciso mobilidade para chegar à baliza contrária e não haver o luxo de se poder jogar com um jogador mais posicional (porque aí praticamente é estar a jogar com 10, e isso viu-se contra o Arsenal), aí sim, faz todo o sentido que jogue Witsel em vez de Cardozo, ficando o ataque entregue a Saviola, no entanto, não deixando de estar apoiado de jogadores com características ofensivas como Aimar, Witsel, Nolito e Gaitán por exemplo.
Já Bruno César, no pouco tempo que esteve em campo teve um lance de génio que resultou no terceiro golo, e agora, os adeptos vão pedir a sua presença em campo durante mais tempo, e se lances destes se forem repetindo, está aqui uma ameaça bem séria à titularidade que hoje foi de Gaitán e Nolito.

Quanto ao Feirense, gostei da atitude na segunda parte, no entanto, creio que está longe de poder lutar pelo 9º/10º lugar a que o seu treinador se propõe, e digo isto por duas razões: pela forte concorrência e sobretudo pela falta de ambição e de experiência que a equipa revelou na primeira parte. Há muito trabalho pela frente e não me surpreenderá se os fogaceiros passarem boa parte da temporada abaixo da linha de água, ou pelo menos, perto desses lugares.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Liga Europa | Nordsjaelland 0-0 Sporting

Ainda não foi desta que o Sporting se estreou a vencer oficialmente em 2011/2012, não indo além de um empate com o Nordsjaelland, uma modesta equipa do meio da tabela na Dinamarca, um campeonato com pouca expressão na Europa. Domingos Paciência repetiu os mesmos onze que começou o jogo com o Olhanense: Rui Patrício; João Pereira, Polga, Rodriguez e Evaldo; Rinaudo, André Santos (Matías) e Schaars; Jeffren (Izmailov), Djaló e Postiga (Rubio). O que vimos no inicio do jogo foi um Sporting à imagem da temporada passada, não se conseguindo impor no jogo, e ser facilmente assustado por um adversário menor, ainda que até à meia hora os leões estivessem em ascendente na partida, até ao momento em que o jogador mais inconformado, Jeffren, pegou na bola e fez dois remates perigosos, que foram respondidos com duas boas defesas do guarda-redes dinamarquês. De resto, toda a primeira parte foi um jogo disputado a meio-campo, com um ritmo mesmo muito lento, sem nenhum toque de criatividade (excepção feita às iniciativas de Jeffren), certamente muito sonolento para quem estava a assistir. Na segunda parte, Domingos mexeu na equipa de forma a dar a agitar as coisas no ataque, e se a saída de Jeffren se possa entender por problemas físicos, a verdade é que as substituições foram feitas no sentido de dar mais mobilidade aos postos mais ofensivos, com as saídas de André Santos para as entradas de Matías de Rubio, e até mesmo com a entrada de Izmailov. Creio que houve uma melhoria com a entrada de Matías, o jogo do Sporting a meio-campo esteve mais articulado, até mesmo com a ala direita, mas a verdade é que não se conseguia colocar a bola no último homem, até porque a ala esquerda não é uma solução, devido às limitações técnicas de Yannick Djaló e Evaldo, dois jogadores que não têm categoria para serem titulares numa equipa como o Sporting, e muito menos terem uma faixa completamente entregue a eles. O Nordsjaelland só chegou à baliza do Sporting nos últimos 10/15 minutos, quando deu conta da impotência da equipa portuguesa e ganhou alguma confiança, no entanto, se não estou em erro, durante o jogo todo Rui Patrício só fez uma única defesa e foi um espectador assíduo de todo o jogo, um pouco à imagem do que se tinha sucedido com o Olhanense, o que por um lado pode ser um bom indicador de que a linha defensiva está a fazer bem o seu trabalho. Bem, na minha opinião, o que falta a esta equipa do Sporting é um maior volume de jogo ofensivo, porque por muito que os adversários se fechem, isso acontece porque a equipa leonina é superior e os oponentes não podem correr tantos riscos, a grande maioria dos jogos durante a época serão assim, e a desculpa não pode ser que os outros têm um autocarro à frente da baliza, é preciso saber contornar as dificuldades, arranjar soluções, e há matéria-prima para isso. Será coincidência André Santos sair destes dois jogos bem cedo no jogo para dar lugar a um jogador mais ofensivo e que possa galvanizar mais o jogo da equipa? Claro que não! Por muito bom jogador que seja, não há espaço para um jogador com as suas características, uma equipa ambiciosa como o Sporting tem que ter uma unidade mais ofensiva no seu lugar, e claramente que no duelo com Schaars pela titularidade, fica a perder devido ao factor bolas paradas. Na minha opinião, o triângulo do meio-campo leonino, quando estiver tudo a 100%, será composto por Rinaudo a 6, Matías como “box to box” e Izmailov um pouco mais próximo do ponta-de-lança, é o mínimo que se pode pedir a um treinador que quer ser campeão. Nem penso que será um risco, porque o Benfica e o Porto jogam com tantos ou mais homens de características ofensivas. Depois, temos a ala esquerda deplorável, como é possível o Evaldo ser titular no Sporting? No máximo, daria um bom suplente. E pior que isso, como é possível Yannick Djaló também o ser, e juntos ocuparem na totalidade uma faixa do terreno? Yannick só tem velocidade, falta-lhe técnica, por isso, é um bom suplente no máximo, útil para quando a equipa precisar de jogar em contra-ataque, não quando se encontra uma defesa composta por muitos homens, que é preciso contornar um após outro, e trocar bem a bola entre os jogadores para a confundir de forma a criar oportunidades de golo, e aí Capel tem uma vantagem clara, espero que ganhe ritmo rapidamente, o problema é que só se ganha ritmo jogando, e hoje não jogou. Do outro lado, Jeffren está a ser uma sensação, e João Pereira tem feito boas exibições. Na frente de ataque, aceito que jogue Postiga, mas por favor, dêem oportunidades ao Rubio, é um jogador que embora não tivesse muito em jogo hoje, não desapontou ninguém e esteve bem sempre que teve a bola consigo. Oxalá Bojinov recupere depressa também, é preciso um goleador. Os outros clubes jogam à defesa, por vezes falta sorte (hoje nem foi por aí), no entanto, assim também se vêem os campeões, são aqueles que arranjam soluções de enfrentar as adversidades pela força do seu jogo, ou pelo uso da inteligência, e penso que o Sporting está muito monótono, vejo demasiadas bolas para os flancos, e depois Jeffren ou Yannick que se desembaracem, ou fazendo diagonais para o meio, ou procurando cruzamentos, mas é preciso saber dar a volta a esta monotonia, é preciso encontrar soluções pelo centro do terreno e isso faz-se sobretudo com Matías e Izmailov em campo em simultâneo, é preciso chegar à área contrária de outro modo e daí Capel possa ser útil em vez de Yannick, é preciso que o avançado venha buscar jogo mais atrás, é preciso que os alas troquem entre si, é preciso ser-se menos previsível e ter mais soluções. Dentro de uma semana, haverá um jogo que poderá revelar-se complicado frente a estes dinamarqueses, porque se marcarem um golo, o Sporting terá que marcar dois em Alvalade, e com esta eficácia e um principio de jogo na minha opinião pouco eclético, será difícil fazê-lo. Já agora, e mencionando os Sub-20, que chegaram à final do Mundial da categoria, metam os olhos no Nuno Reis antes de avançarem com uma proposta de milhões por outro central, pensem no Cédric antes de contratarem este Arias (ainda não o vi jogar, mas duvido que seja algum fenómeno) quando já havia João Pereira, João Gonçalves e Pereirinha, isto só para citar alguns. Se o Patrício hoje é um guarda-redes que enche as medidas e pode muito bem ser titular na selecção, não se esqueçam que foi por um senhor muito criticado chamado Paulo Bento apostar e insistir nele, o mesmo se passa com estes jovens que estão no Mundial Sub-20. E por aqui termino esta minha análise, saudações sportinguistas!

Supertaça de Espanha | Barcelona 3-2 Real Madrid



O Barcelona conquistou hoje a sua 10ª Supertaça Espanhola, ao bater o Real Madrid por 3-2 em Camp Nou.

O Barça, que mexeu muito na equipa que tinha jogado domingo na capital espanhola, apresentou: Valdés; Daniel Alves, Mascherano, Piqué e Abidal; Busquets (Keita), Xavi e Iniesta; Villa (Adriano), Pedro (Fabregas) e Messi.

Já o Real Madrid só fez uma mexida: Casillas; Sergio Ramos, Ricardo Carvalho, Pepe e Coentrão; Khedira (Marcelo) e Xabi Alonso; Di Maria (Higuain), Ozil (Kaká) e Ronaldo; Benzema.

Os “blancos” entraram novamente melhor no jogo, pressionando imenso os “blaugrana” nos minutos iniciais, no entanto, tal como acontecera na 1ª mão, assim que os “merengues” deixaram de pressionar tanto, o Barcelona, quem nem estava a fazer muito, na sua primeira parte marcou, com Messi a descobrir Iniesta completamente isolado, que com um toque de classe atirou a bola para dentro da baliza, estavam decorridos 14 minutos.

Estava tudo mais complicado para o Real Madrid que precisava agora de fazer dois golos, mas os “madrileños” não se foram abaixo e cinco minutos depois empataram por intermédio de Cristiano Ronaldo, desviando um remate cruzado de Benzema para o fundo das redes. Há dúvidas sobre o posicionamento de Ronaldo neste lance, pois ficou-se na dúvida se entre o remate de Benzema e o desvio do português, Sergio Ramos tinha tocado na bola, e se tocou, CR7 estava fora-de-jogo, se não, o golo era o limpo.

A partir daí, o jogo foi muito equilibrado e intenso, um grande jogo mesmo, no entanto, com o Real a dar sinal “+”, com vários remates perigosos, como um de Ronaldo que Valdés desviou para a trave, ou então um remate cruzado e algo enroscado de Ozil ao qual o “portero” dos catalães, respondeu com uma boa defesa.

Do outro lado, Messi avisou duas vezes, possibilitando a Casillas duas grandes defesas, a primeira em que ganhou asas e atirou a bola para canto, a segunda impedindo o golo para os pés, mas como já se sabe, a “pulga” não é de falhar muitas vezes e perto do intervalo faz o 2-1, numa jogada em que é assistido com um passe de calcanhar de Piqué, e finaliza com classe, perante um Cristiano Ronaldo que o tentou acompanhar mas que acabou ajoelhado perante o argentino.

O jogo chegou ao intervalo tal como tinha chegado em Madrid, com 2-1 a favor dos “blaugrana”.

Na segunda parte, o jogo foi mau, sem oportunidades, muito duro, com muitas faltas e picardias, demasiado agressivo e violento, com um ritmo de jogo a ficar menos acelerado, apesar das alterações que as equipas iam fazendo.
Só a dez minutos do fim se viu um lance de relevo, e foi o golo do Real Madrid, após um canto que até nem saiu muito bem a Kaká, a bola fica ali no coração da área do Barça, houve alguma atrapalhação, mas acabou por sobrar para Benzema que empatou o jogo, pensando-se que tinha atirado o jogo para prolongamento.

No entanto, o Barcelona, que parece que controla os jogos conforme quer e que basta meter uma mudança superior para pôr o resultado a seu favor, poucos minutos depois, faz o 3-2, por intermédio de Messi, e numa altura em que Ricardo Carvalho já andava a meio gás. O argentino abriu o jogo para Adriano, e foi-se dirigindo para a zona do primeiro poste onde haveria de concluir um cruzamento do brasileiro, sentenciando assim o resultado final.

O Real ainda tentou o empate (que desta feita lhe daria a Supertaça), mas sem sucesso, porque o Barça já não iria largar a liderança. Os minutos finais foram os mais negros deste super clássico, com Marcelo a pontapear Fabregas junto à linha lateral e a ser expulso, os suplentes de ambas as equipas entrarem em campo, há uma série de agressões, Ozil e Villa que já tinham sido substituídos acabam expulsos, Mourinho trocou uns “calduços” com um membro do “staff” do Barcelona e o jogo fica interrompido por cerca de quatro minutos, e quando recomeçou, poucos mais segundos teve, pois terminou de imediato.

Tenho de destacar a atitude do Real Madrid que parece ser uma equipa com uma personalidade mais forte que na época transacta, e com mais vontade de se afirmar como a primeira equipa em Espanha, no entanto, falta-lhe maior eficácia de remate, algo que Benzema não traz e embora esteja melhor do que na temporada passada e nos dois golos do Real, parece-me ser muito previsível, lento a pensar e executar. E Higuain, o outro avançado, ainda não está em forma, e também teve poucos minutos para se mostrar. Penso que o Real deveria encontrar um ponta-de-lança mais eficaz, e não tenho dúvidas em dizer que Falcao irá para o clube errado da capital espanhola, porque me parece que seria o avançado ideal para os “merengues”.

Também tenho de falar do anti-jogo do Barcelona, que aproveitavam todas as interrupções de jogo para enviar a bola para longe, e como o árbitro quis ser tolerante para que um jogo desta envergadura não se estragasse, a verdade é que os catalães foram abusando desse tipo de situações. Não fica nada bem a um clube com uma cultura tão própria e que este ano vai defender os títulos de campeão espanhol e europeu.

O primeiro troféu da época ficou em Barcelona, a ver vamos quem levará a melhor nas outras competições.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

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