domingo, 18 de setembro de 2011

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Liga Europa | FC Zurique 0-2 Sporting



O Sporting foi hoje à Suiça vencer o FC Zurique por 2-0, em jogo de abertura da Fase de Grupos da Liga Europa.


O FC Zurique apresentou a seguinte equipa: Johnny Leoni; Raphael Koch, Mathieu Béda, Jorge Teixeira e Ricardo Rodriguez; Marco Schönbächler (Nikci), Oliver Buff (Margairaz), Chikhaoui (Chermiti) e Gajic; Admir Mehmedi e Alexandre Alphonse.

Já o Sporting: Rui Patrício; João Pereira, Rodríguez, Onyewu e Insúa; Pereirinha, Rinaudo e Schaars; André Carrillo (André Santos), Van Wolfswinkel (Diego Rubio) e Diego Capel (Evaldo).


Domingos Paciência não inventou e manteve praticamente o mesmo «onze» que começou o jogo em Paços de Ferreira, no entanto, por força de já ter jogado pelo Atlético Madrid esta época o internacional brasileiro Elias não pode jogar e entra na equipa inicial Carrillo, fazendo recuar Pereirinha para médio interior. Esperava-se que fosse Izmailov a substituir o brasileiro, no entanto, o russo nem apareceu nos 18 convocados, possivelmente devido a lesão. Wolfswinkel, que resolveu o jogo da Mata Real, vai ser titular, roubando o lugar a Bojinov.

Do Zurique, pouco ou nada tenho a dizer sobre esta equipa totalmente desconhecida para mim.


O jogo começou equilibrado, com as equipas a encaixarem uma na outra, no entanto, o Sporting cedo abriu o marcador. Livre de Schaars a meio do meio-campo do Zurique, e Insúa responde com um bom cabeceamento à entrada da área para fazer o 0-1, estavam decorridos três minutos.

O jogo manteve-se equilibrado, no entanto, com o Sporting a dar sinal mais, a manter-se por cima do jogo, com mais posse de bola, e maior volume de jogo ofensivo, e foi com alguma naturalidade que chegou ao 0-2 aos 20’. Grande combinação de Schaars com Insúa no flanco esquerdo, com o argentino a centrar rasteiro para uma conclusão à ponta-de-lança de Wolfswinkel. Foi a segunda assistência do ex-Liverpool para o avançado holandês em dois jogos, provavelmente, foram tantas as assistências para golo que Insúa fez em dois jogos do que Evaldo desde que pertence ao Sporting.

Pelo meio, assistimos a um “deja-vú” do jogo da Mata Real, com Onyewu a cortar uma bola que Rui Patrício veio a agarrar. O árbitro entendeu que foi atraso e foi marcado mais um livre indirecto, no entanto, Rodríguez, lateral-esquerdo do Zurique, enviou a bola ao ferro.

A partir daí, o Sporting começou a gerir o jogo, com muita posse de bola entre os homens da defesa e do meio-campo, de forma a fazer os suíços correrem atrás da bola, gerir o esforço e aproveitar qualquer erro de marcação dos homens do Zurique para lançar mais um ataque.
Os helvéticos tiveram as suas oportunidades, aproveitando alguns passes errados da defesa e meio-campo leoninos, no entanto, não conseguiram marcar. O mesmo para o Sporting, que também esteve perto do 0-3, com um remate de Capel a resultar numa grande defesa de Leoni.

A equipa portuguesa ía assim para intervalo com um resultado muito conveniente, no entanto, ao mesmo tempo perigoso e fácil de contornar.

Na segunda parte o Zurique entrou forte, povoou mais o meio-campo sportinguista, impediu as trocas de bola entre a defesa e o meio-campo do Sporting, que não estava a conseguir fazer chegar o jogo aos homens da frente.

No entanto, Domingos lê bem o jogo e tira Carrillo para fazer entrar André Santos, Pereirinha ocupa o lugar do peruano mas ocupa uma posição mais interior e o Sporting ganha logo capacidade de posse de bole, e a partir daí consegue ter mais bola, consegue construir mais jogo e foi a partir desse momento que conseguiu criar algumas oportunidades na segunda parte, sobretudo com a entrada do mais tecnicista Rubio para a saída do mais posicional Wolfswinkel.
Capel também acabou por sair para entrar Evaldo, para ajudar a dificultar os ataques suíços, a missão dos jogadores que entraram na segunda parte foi cumprida e a vitória ficou cada vez mais próxima, apenas à distância do apito final para ficar confirmada.

No entanto, nos segundos 45 minutos o Zurique pregou alguns sustos, especialmente com dois remates ao jogo, o primeiro por Mehmedi e o segundo por Ricardo Rodríguez, na conversão de um livre directo.


Analisando tacticamente o jogo, penso que Domingos acertou no «onze», sem Jeffren e Izmailov a opção por Carrillo foi bem tomada, e embora não se mostrasse muito explosivo, parece ter mais qualidade técnica do que Yannick Djaló, e como muito novo que é, com maior entrosamento, adaptação e progressão pode-se vir a tornar uma mais-valia.
A defesa esteve bem, não sofreu golos, no entanto, ainda apanhou uns sustos desnecessários. Quem ganhou o lugar é Insúa, que defende bem, mas é a atacar que mais se tem revelado, com um golo na partida de hoje, mas especialmente já soma duas assistências em dois jogos com a camisola do Sporting. Era o lateral que a equipa precisava para o lado esquerdo.
No meio-campo, a meu ver Rinaudo foi o melhor em campo indiscutivelmente! O homem recuperou bolas, teve uma eficácia de passe a rondar os 100%, e destruiu ataques e contra-ataques onde eles devem ser destruídos, logo no inicio, ainda no meio-campo defensivo dos adversários. Schaars fez uma das melhores exibições de leão ao peito, estando nos dois golos, no entanto ainda falhou muitos passes. Pereirinha esteve bem, Capel continua a ser uma unidade importante a causar desequilíbrios, mas pessoalmente penso que agarra-se demasiado à bola e vai demasiadas vezes para cima dos defesas em vez de procurar ir para os flancos fugir deles e tentar cruzamentos. Já Wolfswinkel cumpriu o seu papel.

Quanto aos helvéticos, provaram que as equipas da Suiça já começam a ganhar estatuto no futebol europeu e mostraram argumentos, criaram situações de golo, no entanto, insuficientes para bater hoje o Sporting.
Destaco os tunisinos da frente (que têm muito boa capacidade técnica e física) e o lateral Rodríguez, que é um bom lateral, tem muita raça, é forte na cobrança de livres e tem uma enorme margem de progressão, porque tem apenas 19 anos, não me admirava se ouvisse falar dele nu grande clube futuramente.

No outro jogo do grupo, o FC Vaslui (Roménia) foi a Itália empatar com a Lazio por 2-2.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Liga dos Campeões | Benfica 1-1 Manchester United



No regresso das grandes noites europeias ao Estádio da Luz, o Benfica empatou frente ao Manchester United a uma bola, na primeira jornada da Fase de Grupos da Liga dos Campeões.

O Benfica apresentou a seguinte equipa: Artur; Maxi, Garay, Luisão e Emerson; Javi Garcia e Witsel; Rúben Amorim (Nolito), Aimar (Matic) e Gaitán (Bruno César); Cardozo.

Já o Manchester United: Lindegaard; Fábio da Silva (Jones), Smalling, Evans e Evra; Fletcher (Chicharito), Carrick e Giggs; Park Ji-Sung, Valencia (Nani) e Rooney.


Jorge Jesus só surpreende pela inclusão de Rúben Amorim no «onze» em vez de Nolito ou Bruno César como era previsível. O Benfica perde assim alguma velocidade e poder de contra-atacar, no entanto, pode ganhar no que concerne à posse de bola, o que pode indicar que a equipa encarnada iria querer assumir o jogo desde inicio.

Já Alex Ferguson mexeu muito na sua equipa. Já se sabia que Ferdinand não podia dar o seu contributo à equipa, no entanto, homens como De Gea, Anderson, Ashley Young e Nani também ficaram de fora. O Manchester United mantém muita qualidade, no entanto, na minha opinião, perde algum poder de fogo no ataque sem Young e Nani, apesar da qualidade de Park e Valencia. Seria estratégia secreta do técnico escocês ou estaria a poupar os melhores jogadores para o clássico com o Chelsea no próximo domingo?

O jogo começou muito equilibrado, com as duas equipas a demorarem alguns minutos a encaixarem uma na outra e ambas a quererem assumir o jogo, no entanto, foi o Benfica que foi atacando mais e chegando mais próximo da baliza contrária, embora o Manchester United tivesse mais posse de bola, ainda que fosse uma posse de bola muito inofensiva, maioritariamente entre os homens do meio-campo e a linha defensiva.

O Benfica estava bem, atacava bem, defendia com muita concentração e solidez, e rematava, algo que os ingleses não faziam, e fizeram-no com algum perigo duas vezes por Gaitán na esquerda e outra por Cardozo de pé direito, permitindo a defesa a Lindegaard. Mas afinal, o paraguaio só estava a ameaçar, pois aos 24’, após um passe espectacular de trivela de Gaitán, Cardozo domina, troca as voltas a Evans e com o seu pior pé rematou forte, fazendo o 1-0.

A partir daí, a equipa de Manchester acordou, embora se mantivesse algo inofensiva, e o Benfica sentiu isso e procurou novo golo, no entanto, tal não veio a acontecer.
Ora a defesa e o meio-campo defensivo do Benfica que estava muito concentrado, distraiu-se momentaneamente e permitiu que Giggs fosse progredindo no terreno, e quando chegou perto da área encarnada, desferiu um remate forte, colocando de novo o jogo empatado. Estavam decorridos 42 minutos.

Algo injusto, mas o futebol é assim, e quando se têm jogadores como o Manchester United tem, todo o cuidado é pouco, pois em qualquer jogada podem descobrir o caminho para o golo. O jogo ía para intervalo com um 1-1, com dois belos golos já marcados, e 45 minutos que prometiam muito ainda por decorrer, visto que o resultado estava em aberto, o Benfica estava a jogar muito bem a todos os níveis mas os “red devils” têm a equipa que têm e ainda tinha muitas (e melhores) opções no seu banco de luxo.

Na segunda parte, o Manchester United jogou mais avançado no terreno, mostrou mais o que vale, povoou mais o meio-campo do Benfica, no entanto, criou poucas situações, sendo que a única que assustou os benfiquistas verdadeiramente foi um remate cruzado de Valencia que foi muito bem desviado por Artur.

Depois, o Benfica mostrou que ainda não tinha dito a sua última palavra e que não estava conformado com o empate, criando algumas oportunidades que tiveram muito perto em dar em golo. Lindegaard foi obrigado a fazer duas grandes defesas, uma a remate de Nolito e outra a remate de Gaitán, e destaque ainda para remates de Aimar, Emerson e do próprio Nolito novamente que não passaram longe.
Aqui os encarnados conseguiram retirar alguma pressão que o United estava a fazer e conseguiram ter mais bola, curiosamente, quando o inicio da segunda parte indicava o contrário e quando Matic já estava em campo do lado do Benfica, mas sobretudo, Nani e Chicharito também já estavam em jogo do lado dos ingleses.


Em relação às equipas, devo dizer que os centrais do Benfica estiveram muito bem, sobretudo Luisão que para mim foi o melhor em campo. A escolha que recaiu em Rúben Amorim pareceu ajustada da forma como Jesus abordou o jogo, possibilitando mais posse de bola e ajudando Maxi a parar a dupla que se previa estar no lado esquerdo Evra/Ashley Young que merecia ter cuidados redobrados, tanto pela qualidade do extremo inglês, como do lateral francês, no entanto, não jogou Young mas sim Park, e Amorim foi útil sobretudo em manter a posse de bola e não tanto em termos defensivos, apontando uma boa exibição, e quando a equipa atacava, por não ser um extremo, ocupava terrenos mais interiores para ser Maxi a subir pelo corredor direito do Benfica até a área contrária. De resto pouco há a dizer, boa exibição do Benfica, toda a defesa esteve muito concentrada, o meio-campo foi criativo e possibilitou ao ataque algumas oportunidades de golo, que desta vez só resultaram num tento.

Quanto ao Manchester United, viu-se aqui alguma falta de preocupação com a vitória neste jogo, possivelmente a pensar no jogo de domingo com o Chelsea no qual a liderança dos “red devils” está ameaçada. No entanto, cumpriram os objectivos mínimos e certamente encararão este resultado como normal, até porque não compromete em nada o apuramento dos ingleses.
Não opino sobre que «onze» devia ter começado o jogo porque houve claramente gestão do plantel e porque é o primeiro jogo que vejo do United este ano, no entanto, esperava mais ambição por parte daquele que é afinal o vice-campeão europeu. Apenas dois remates perigosos é muito, mas muito pouco.
Este jogo não foi muito feliz para Ferguson, porque o meteu Nani e Chicharito para dar maior poderio ao jogo ofensivo da sua equipa, no entanto, despovoou a zona central e o Benfica aproveitou bem para controlar o jogo pelo meio, e ao mesmo tempo fechou bem as alas, onde Nani esteve muito apagado no pouco tempo em que jogou. Chicharito não teve hipóteses frente a Garay e Luisão, Rooney não teve oportunidades, o flanco esquerdo não funcionou tanto quanto podia, no entanto, creio que o Manchester não ficou de qualquer forma incomodado com o resultado e talvez por isso tenhamos visto alguma falta de ambição.

Num último pormenor, destaque para o jogador mais assobiado em campo, que foi… Nani, um português. É favor tirar conclusões.

No outro jogo do grupo, o Basileia venceu por 2-1.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Liga dos Campeões | FC Porto 2-1 Shakhtar Donetsk



O FC Porto venceu esta noite, no Estádio do Dragão, a formação do Shakhtar Donetsk por 2-1, no jogo de abertura da Liga dos Campeões nesta temporada.

O FC Porto apresentou a seguinte equipa: Helton; Fucile, Otamendi, Maicon e Álvaro Pereira; Fernando (Belluschi), Defour e João Moutinho; James Rodríguez, Kléber (Djalma) e Hulk (Varela).

Já o Shakhtar Donetsk: Rybka; Srna, Chygrynskiy, Rakitskiy e Razvan Rat; Mkhitaryan e Fernandinho; Willian (Hubschman), Jadson (Alex Teixeira) e Eduardo (Kucher); Luiz Adriano.

Desta vez Vitor Pereira não inventou e colocou na equipa inicial os melhores, no entanto, destaque para a titularidade de Defour, quando talvez os críticos apontassem para que jogasse de inicio Belluschi. Na defesa, já se sabia, Sapunaru e Rolando eram cartas fora do baralho.

O Shakhtar entrou melhor, mostrando personalidade e que está na disputa pelo jogo, no entanto foi o FC Porto a criar as primeiras situações de golo. Aos 5 minutos Hulk remata fora da área, a bola bate nas costas de Defour e vai à trave. Aos 10’, o árbitro assinala grande penalidade por obstrução a James. Hulk na conversão atira ao poste e o FC Porto mostra de novo atracção pelo ferro após o jogo com o Vitória de Setúbal em que foram três a embater nos postes.

No futebol costuma-se dizer que quem não marca sofre, e dois minutos depois, os ucranianos chegam à vantagem. Willian, na esquerda, remata de pé direito, a bola vai algo enrolada, Helton não a consegue agarrar, e Luiz Adriano apanha o esférico à sua mercê para inaugurar o marcador.
Golo com responsabilidades para o guardião brasileiro dos dragões.

O FC Porto foi em busca do empate, dominando territorialmente, tendo mais a bola, no entanto, quem acabou por marcar foi mais uma vez o Shakhtar, aos 25’, penso que mais uma vez por Luiz Adriano, mas o golo foi anulado por fora-de-jogo. A realização do jogo não mostrou a repetição, mas os jogadores do Shakhtar ficaram a reclamar pela posição de Defour que estava a colocar o marcador do golo do jogo. Ainda assim, o árbitro manteve a decisão.

Como quem não marca (ou neste caso, quem não vê o seu golo validado) arrisca-se a sofrer, Hulk, dois minutos depois, na conversão de um livre directo, atira fortíssimo e acaba por marcar, num remate indefensável para Rybka. O mais difícil estava feito, o empate.

A partir daí, até ao final da primeira parte, só deu FC Porto, e Hulk, minutos depois teve mais um grande remate, mas desta vez, Rybka conseguia parar a bola. A equipa portuguesa até ao final dos primeiros 45 minutos foi a que mostrou querer ganhar o jogo, foi a que foi dominando, embora não estivesse a sair muito bem o último passe, quer pelo meio, quer em cruzamentos, e era difícil colocar a bola em Kléber, por exemplo, o homem mais adiantado dos dragões.

Perto dos 40’, Rakitskiy entra muito duro sobre Moutinho e é expulso. Lucescu, treinador do Shakhtar, não perde tempo e reorganiza a equipa defensivamente com a entrada de Kucher para o lugar de Eduardo. No entanto, e apesar do brasileiro naturalizado croata não estar a jogar muito, a equipa perdeu claramente capacidade ofensiva e previa-se uma segunda parte de muito sofrimento para os homens do Leste europeu.

O FC Porto entrou na segunda parte como terminou a primeira: Ao ataque! A dominar, a povoar o meio-campo contrário, a jogar perto da área do adversário, e não demoraria a chegar ao golo. James faz um belo trabalho na esquerda, e num cruzamento rasteiro assiste Kléber, para o primeiro golo de sempre do brasileiro na Liga dos Campeões, estavam decorridos 51 minutos.

A partir deste momento, notam-se algumas alterações tácticas interessantes no FC Porto:
João Moutinho que durante toda a primeira parte jogou mais descaído pelo lado esquerdo do meio campo, durante alguns momentos da segunda jogou mais pelo lado direito, e como resultado vimos algumas boas combinações com Hulk, uma das quais foi uma dupla tabelinha que foi das melhores jogadas durante todo o encontro, pena a irrelevância que acabou por ter.
Falando de outra alteração táctica, James Rodriguez jogou mais no centro, ocupando a posição de “10”, primeiro com Hulk a jogar numa posição mais interior, fazendo dupla de avançados com Kléber e o meio-campo a formar um losango. Depois, com a saída do “Incrível” e do ponta-de-lança ex-Maritimo, James continuou a ocupar terrenos mais centrais, no entanto, os avançados que já eram Djalma e Varela jogavam muito mais abertos, nas suas posições de extremos, algo que se compreende pois não fazia falta um homem mais adiantado no meio, e com um “10” e dois avançados abertos a posse de bola estava mais facilitada.
Com a saída de Fernando, Moutinho jogou mais recuado, ainda que com participação activa no jogo ofensivo da equipa, Belluschi ajudou à posse de bola, e face à equipa ucraniana se encontrar muito recuada, foi recorrente ver os laterais portistas subirem para jogarem numa linha muito próxima dos centro-campistas.

Quanto ao jogo propriamente em si, o FC Porto tentou a todo o custo ampliar a vantagem, sejam por remates de longe, ou por tentar fazer a bola à grande área, fosse pelo meio ou especialmente pelos flancos, no entanto, nunca o conseguiu.
O Shakhtar fez o que lhe competia e tentou chegar à igualdade, mas sem causar grandes incómodos, ainda assim, dava a ideia de que numa jogada com alguma ponta de sorte, podiam fazer o 2-2, logo, esta vantagem dos azuis-e-brancos não era cómoda.

O FC Porto foi gerindo a vantagem, foi gerindo muito bem a posse de bola, fazendo passar o esférico por quase todos os elementos da equipa, quando possível tentou o 3-1, no entanto, isso não foi possível, e a prioridade foi segurar a vantagem, com bola, no meio-campo do adversário, e essa tarefa facilitou-se com a expulsão por acumulação de amarelos de Chygrynskiy, que encostou definitivamente os ucranianos às cordas.


Creio que o FC Porto jogou com a formação certa, da forma certa durante todo o jogo, foi uma equipa que jogou de forma diferente nos diversos momentos do jogo e soube jogar bem em qualquer um deles. Soube assumir o jogo, soube ir à procura do empate e posteriormente da vitória, soube controlar o jogo, dominá-lo, soube (ainda que de uma forma algo ineficaz e pouco acentuada) criar situações de golo e soube gerir a posse de bola quando isso era o pedido.
Destaco o colectivo que esteve muito bem, no entanto, creio que James fez mais uma grande exibição e que Defour fez bem o seu papel, sendo muito semelhante a Moutinho, permite uma espécie de simetria no meio-campo do FC Porto. Kléber marcou, mas enfim, infelizmente para ele vai estar sempre associado ao antecessor, e sendo o antecessor um fora-de-série, a sua tarefa complica-se, mas mesmo sendo um jogador que joga muito mais para si do que para o colectivo, comparativamente com Falcao, assim como menos virtuoso tecnicamente, tem respondido com golos e isso é que interessa.

Quanto ao Shakhtar, tem uma boa equipa, que teve a infelicidade de jogar durante muito tempo em inferioridade numérica, mais creio que em sua casa vai criar muitas dificuldades ao FC Porto. Tem três jogadores que ofensivamente são muito perigosos (Willian, Jadson e Luiz Adriano). Willian é um extremo rapidíssimo, Jadson é um “playmaker” de classe média/alta do futebol europeu e Luiz Adriano mostrou-se eficaz e creio que é um excelente ponta-de-lança.

Quanto ao outro resultado do grupo, o APOEL Nicósia venceu o Zenit por 2-1.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

sábado, 10 de setembro de 2011

Liga ZON Sagres | Paços de Ferreira 2-3 Sporting



O Sporting conquistou hoje uma vitória importantíssima, no dificílimo campo da Mata Real, frente ao Paços de Ferreira, por 3-2, após ter estado a perder por 0-2.

O Paços de Ferreira apresentou o seguinte onze: Cássio; Filipe Anunciação, Cohene, Fábio Faria e Nuno Santos; André Leão, Vítor (Luiz Carlos) e Manuel José; Caetano (Bacar), Michel e Luisinho.

Já o Sporting: Rui Patrício; João Pereira, Rodríguez, Onyewu e Insúa; Rinaudo, Schaars (Izmailov) e Elias; Pereirinha (Rubio), Bojinov (Wolfswinkel) e Capel.

Os leões entraram para o jogo com nove reforços, e oito alterações tendo em conta o onze inicial que defrontou o Marítimo, ainda que dessas alterações, tenhamos tido o regresso de um trinco que merece a titularidade como Rinaudo, de Insúa que vem tirar o lugar ao desapontante Evaldo, Elias é reforço, Bojinov e Rodriguez vieram de lesões e estão agora preparados para jogar de inicio, portanto, se formos a ver bem, as alterações foram muitas mas a base da equipa talvez não tenha mexido assim tanto, tendo em conta o planeado para esta temporada, e aquilo, que para a generalidade das pessoas, é o melhor onze do Sporting.

No entanto, tudo parece acontecer aos «verde e brancos», que após uma infantilidade de Rui Patrício, ao agarrar uma bola após um atraso legítimo com os pés de Rodriguez, vê o árbitro assinalar um livre indirecto dentro da grande área, que viria a dar no golo do Paços de Ferreira, por intermédio de Michel, estavam decorridos cinco minutos.
Penso que Patrício deveria relembrar-se do porquê de hoje ser titular do Sporting e o porquê de o ser já há quatro anos. Lembram-se de Stojkovic? Polga atrasou-lhe a bola (esse sim um atraso muito menos legitimo…) em pleno Estádio do Dragão no inicio da época 2007/2008 e o guarda-redes sérvio agarrou-a, possibilitando ao árbitro marcar um livre indirecto dentro da área sportinguistas que Raúl Meireles viria a converter em golo. Foi o primeiro episódio da tumultuosa relação entre Stojkovic e Paulo Bento, visto que o agora seleccionar português criticou o seu jogador, e como resultado disso, não demorou muito tempo até a titularidade da baliza leonina ser atribuída ao então muito jovem Rui Patrício.

Pois é, o Sporting jogava um jogo com cariz decisivo, que era o primeiro do resto da temporada, e como Domingos diz: “Tudo acontece a este Sporting!”.

A equipa leonina demorou a reagir, ficou abatida com o golo, no entanto, lentamente foi assumindo o jogo, foi jogando no meio-campo do Paços de Ferreira e empurrou os «castores» para perto da sua grande área. O Sporting criou oportunidades de golo, de todo o modo, cruzamentos, jogadas pelo meio e sobretudo bolas paradas, um livre de Bojinov passou a centímetros do poste e outro de Schaars bateu em cheio na trave.

Perto do final da primeira parte, já acusando alguma frustração, o Sporting foi perdendo este poderio dominador, algo que também se reflectiu num começo de segundo tempo que pareceu pouco ambicioso por parte dos lisboetas, demorando a criar oportunidades de golo, e acabou por sofrer o 2-0 após um livre batido perto da linha de meio-campo por Manuel José, em que Michel responde com um cabeceamento à entrada da área perante a passividade de Rodríguez, estavam decorridos 55 minutos.

A partir daí, o Sporting desmoralizou perante o desespero de Domingos Paciência, que vê a sua equipa sofrer dois golos em que as responsabilidades caíram por inteiro nos jogadores, e com fortes possibilidades de ficar a 10 pontos do líder quando ainda se está à 4ª Jornada. Essa desmoralização foi de tal forma evidente que o Paços até esteve perto do 3-0 por Michel.

No entanto, a cerca de 20 minutos do fim, dá-se o momento crucial do jogo. Nuno Santos, defesa-esquerdo dos pacenses é expulso após acumulação de amarelos, e a equipa da casa a partir daí desorienta-se e nunca mais é a mesma. A partir daqui, começa o festival de golos do Sporting.

Primeiro aos 76’, por Izmailov, num golo em que teve bastante sorte, visto que a bola tabelou em jogadores do Paços antes de entrar. Depois, dois minutos volvidos, Rinaudo com um passe de génio encontra Elias que com toda a calma empata o jogo. Finalmente, aos 84’, um grande cruzamento de Insúa encontra uma finalização à ponta-de-lança de Ricky Van Wolfswinkel, que possibilitou ao Sporting dar a cambalhota no marcador.

A partir daí, foi sofrer a bom sofrer, até ao apito final do árbitro que viria a dar aos leões a primeira vitória no campeonato.


Analisando as equipas, o Sporting apresentou muitas mexidas face às equipas que tem apresentado, e vendo bem o jogo, devo dizer que gostei do que vi. Pereirinha foi uma agradável surpresa, Onyewu esteve bem e acho que vai ser muito útil em alguns jogos, Rodriguez teve uma paragem cerebral no segundo golo mas é o melhor central do plantel, Insúa teve as suas falhas mas mostrou algo que supera muito a qualidade (ou falta dela…) de Evaldo, Rinaudo esteve ao seu nível, Schaars fez dos seus melhores jogos até agora, Elias precisa de se entrosar mais porque ando um pouco perdido (mas gosto do seu estilo em vir buscar jogo atrás, participar nas movimentações do meio-campo, alimentar o ataque e até aparecer em zonas de finalização), Capel procurou demasiado o drible em vez de optar por soluções mais simples, Bojinov ainda mostrou pouco mas há que dar o benefício da dúvida, Wolfswinkel finalmente mostrou golos e Izmailov mostrou que tem de jogar de inicio porque faz toda a diferença.
Rui Patrício à excepção daquela infantilidade esteve sempre bem.
Creio que este onze aproximou-se do melhor que o Sporting pode apresentar, alterava apenas Schaars por Izmailov, Pereirinha por Jeffren e quanto ao ponta-de-lança, colocaria Bojinov, Rubio ou Wolfswinkel tendo em conta o tipo de jogo que se está a disputar. Em Paços, por exemplo, nos últimos 20 minutos, com o Sporting a jogar de uma forma mais directa, fazia sentido ter Wolfswinkel e isso resultou, tendo o holandês marcado o golo da vitória.

Quanto ao Paços, foi uma equipa com a personalidade que nos tem habituado sempre quando joga em casa. Muito combativa, muito forte, aguerrida e com muita alma, com jogadores com capacidade de fazer a cabeça em água aos defesas sportinguistas.
De entre todos, destaco Caetano (Ai rapaz! Ainda estou traumatizado por teres falhado aquele golo ao Brasil!) e sobretudo Michel, um jogador que já ando a seguir desde Janeiro, quando fui a Alvalade ver o Sporting – Penafiel para a Taça da Liga e fiquei bastante impressionado pelo poderio técnico e físico deste jogador, a quem chamavam na altura de “Hulk de Penafiel”. Recordo que este jogador esteve para ser vendido ao Sporting de Braga, mas os durienses pediram demasiado dinheiro, no entanto, num daqueles negócios que ninguém percebe, foi vendido ao Paços por uma verba muito inferior. Mas não tenho dúvidas que em Janeiro ou no final da época dê um salto na carreira!

Quanto ao árbitro, sinceramente, achei que teve um critério que não entendi, com algum excesso de cartões na primeira parte, depois tornou-se menos rigoroso na segunda, e foi mostrando ou não amarelos conforme lhe dava na cabeça, deixando passar em claro faltas agressivas e ao mesmo tempo sendo excessivamente rigoroso em situações normais. Não consegue ser tão mau como Bruno Paixão, mas Paulo Baptista mostrou não estar muito a altura da situação.

Já agora, falando de arbitragens, que raio foi aquilo no Estádio da Luz?

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Liga ZON Sagres | União de Leiria 2-5 FC Porto



O FC Porto foi hoje à Marinha Grande, casa empresta da União de Leiria, bater o seu adversário por uns esclarecedores 5-2.

Eis a constituição das equipas:

União de Leiria: Gottardi; Ivo Pinto, Diego Gaúcho, Edson e Shaffer; Manuel Curto (Marcos Paulo), André Almeida, Maykon e Elvis (Cacá); Bruno Moraes (Robinho) e Djaniny.

FC Porto: Helton; Fucile, Rolando, Maicon e Alvaro Pereira; Fernando (Souza), João Moutinho (Defour) e Belluschi; Hulk (Varela), James e Kléber.

Vitor Pereira não foi de meias medidas e mudou meia equipa em relação ao «onze» inicial que tinha defrontado o Barcelona para a Supertaça Europeia há uma semana e meia. Saiu Sapunaru, Otamendi, Souza, Guarin e Cristián Rodriguez e entraram para os seus lugares Alvaro Pereira, Maicon, Fernando, Belluschi e James, respectivamente.

A União de Leiria entrou com uma atitude bastante positiva no jogo, assumindo as despesas da partida, olhou o FC Porto nos olhos e em determinados momentos do jogo conseguiu encostar os dragões à sua defesa por instantes, fazendo uma boa pressão alta e jogando muitas vezes no meio-campo adversário, chegando mesmo a ter em determinada fase do jogo mais remates que os portistas e estavam a golear em cantos.

O FC Porto não estava a conseguir fluir o seu jogo, não conseguia assumir as despesas, e procurava sobretudo aproveitar a pressão alta dos leirienses para os apanhar desprevenidos com contra-ataques rápidos, mas em determinadas ocasiões, por falta de engenho e arte mas também por culpa de um relvado mal tratado, que não beneficia quem gosta de jogar com a bola nos pés e de pé para pé, as coisas não estavam a sair bem aos jogadores azuis-e-brancos.

Mas tudo mudou aos 28’, num minuto em que a União esteve quase a marcar após um cruzamento perigoso da direita em que Helton não ficou nada bem na fotografia, o FC Porto iniciou o contra-ataque numa transição bastante rápida, culminando num golo de James de pé esquerdo, a passe de Moutinho.

Cerca de sete minutos depois, com a formação de Leiria a ir à procura do empate, mas mostrando algum desalento por já se encontrar em desvantagem, face à pressão alta do FC Porto, Manuel Curto perdeu a bola junto à sua grande área para Belluschi, que progride no terreno e assiste Kléber, possibilitando o primeiro golo em jogos oficiais do brasileiro pelo seu novo clube.

Assim foi o jogo para intervalo, com a vitória praticamente entregue ao FC Porto, que não costuma vacilar nestas situações, e que face à atitude ofensiva dos leirienses, não me surpreenderia se na segunda parte os dragões aumentassem a vantagem.

No inicio da segunda parte, a União surpreendeu ao conseguir reduzir de um modo algo afortunado, após um corte da defensiva do FC Porto num canto a favor dos leirienses, André Almeida faz o 1-2, depois de um desvio de Maicon para a própria baliza.

Aos 57’, momento caricato no jogo, regista-se um apagão na Marinha Grande que durou um quarto de hora, curiosamente o segundo envolvendo o FC Porto em cinco meses (o outro foi em Abril no Estádio da Luz), e mais uma vez, os dragões provaram que quando há apagões têm sucesso e poucos minutos depois do jogo ter sido reatado, fazem o 3-1 por intermédio de James, um golo que encostou o Leiria às cordas definitivamente.

Depois, veio o 4-1 por Kléber aos 74’, os leirienses reduziram poucos minutos depois, no entanto, perto do fim, Varela sentenciou o resultado em 5-2, dando a terceira vitória em três jogos para os dragões, e a terceira derrota nos mesmos jogos para a União de Leiria.


Analisando o jogo, penso que o FC Porto jogou praticamente com aquela que é a sua melhor formação, excepção feita a Maicon que na minha opinião é inferior a Otamendi. Penso que os dragões entraram pouco agressivos, permitiram que a União assumisse o jogo nos primeiros 25/30 minutos, no entanto, também o podem ter feito de forma a apanhar a equipa da Beira Litoral desprevenida e lançar contra-ataques venenosos.
Nesse aspecto foi bastante importante o papel de Belluschi, sendo por diversas vezes o motor ofensivo da equipa, e claro, a qualidade de James, que se não acontecer nada de extraordinário será certamente dentro de anos dos melhores jogadores do planeta, marcando dois golos e dinamizando o ataque, que grande jogador! Kléber, não sendo um prodígio e não tendo a capacidade de marcar golos como Falcao, bisou e deu conta do recado, ainda que em certos momentos da temporada não me admirava nada se a sua falta de mobilidade fosse contestada, um pouco à imagem de Cardozo no Benfica.
Quando entraram, Defour e Varela cumpriram o seu trabalho, tendo os dois feito assistências para o golo, sendo que o segundo acabou mesmo por marcar.

Já o Leiria, mostrou ambição, garra e vontade, e até alguma capacidade para jogar no meio-campo do adversário, no entanto, em termos defensivos especialmente há muito trabalho a fazer, foram cometidos muitos erros, a equipa errou nas transições, os jogadores estavam mal posicionados quando o FC Porto atacava, e prova disso foi o espaço que alguns jogadores portistas tiveram para rematar à baliza.

Com esta vitória, o FC Porto torna-se o primeiro líder isolado do campeonato, e a União de Leiria é cada vez mais a “lanterna vermelha”.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

APW em Ribeira de Pena (27.08.2011) - Análise e Reportagem


No passado sábado, 27 de Agosto, desloquei-me ao Parque do Bustelo, em Ribeira de Pena, no distrito de Vila Real, para mais um evento da APW, tendo tido a oportunidade mais uma vez de ser “ring anouncer” e ter viajado com a comitiva....
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