quinta-feira, 19 de julho de 2018

A minha primeira memória de… Cristiano Ronaldo

Cristiano Ronaldo num jogo frente ao PSG em julho de 2002

Cristiano Ronaldo é um ídolo planetário: recordista de distinções de melhor jogador do mundo – cinco, (ainda) a par do eterno rival Lionel Messi -, melhor marcador de sempre da principal competição de clubes do mundo (Liga dos Campeões), máximo goleador da história do clube mais dominante a nível global desde que o futebol existe (Real Madrid), melhor marcador de sempre de seleções europeias e vencedor do Euro 2016 por uma seleção (Portugal) que não integrava o lote de favoritas.


O mundo aclama-o, mas nós, portugueses, tivemos a sorte de o ter visto aparecer no futebol sénior, marcar os primeiros golos pelo Sporting e chegar à seleção nacional e ao Manchester United.

Poucos dias depois de o Sporting ter conquistado o título nacional e a Taça de Portugal em 2001/02, foi lançada uma revista – que não me recordo o nome nem a que publicação pertencia – sobre essa época leonina, em que uma página era dedicada a dois jovens talentos que estariam na calha para serem lançados pelo treinador László Bölöni: Hugo Valdir e Cristiano Ronaldo.

Lembro-me disso e de ter achado estranho o nome do avançado madeirense. No entanto, a minha primeira memória de um jogo dele remonta a 20 de julho de 2002, cerca de um mês depois de ter tropeçado na tal página de revista. O emblema verde e branco, desfalcado do suspenso João Vieira Pinto – devido ao tal soco no árbitro do Coreia do Sul-Portugal do Mundial 2002 – e do desaparecido Mário Jardel, apresentava-se aos sócios diante do Paris Saint-Germain, então um dos principais clubes franceses mas ainda sem o poderio e o mediatismo de que goza nos dias de hoje.


Recordo-me de Cristiano Ronaldo, um menino de 17 anos e com o número 28 nas costas, ser titular e apelidado pelo narrador desse jogo – transmitido na RTP1 – como “a nova coqueluche do Sporting”. Rápido, irreverente e com um aspeto de adolescente, não tinha medo de arriscar ir para cima dos defesas ou rematar à baliza de longe. Umas vezes era bem-sucedido, outras nem tanto. “Por volta do quarto de hora da segunda metade, Bölöni trocou o hoje desinspirado Ronaldo (dois remates de longe, um falhanço de cabeça e pouco mais) por Quaresma”, pode ler-se na crónica do Mais Futebol.

O talento era-lhe reconhecido, mas as oscilações entre momentos de magia e excesso de individualismo marcaram não só nesse encontro, como a primeira e única temporada na equipa principal do clube de Alvalade. Fez 25 jogos no campeonato, mas apenas 11 foram enquanto titular, tendo apontado dois golos – dois ao Moreirense, a 7 de outubro, e um ao Boavista, 19 dias depois. Disputou mais três partidas na Taça de Portugal - faturou a Estarreja e Oliveira do Hospital, em ambos a meias com defesas - e outras tantas nas competições europeias.

O ano que esteve no plantel leonino foi suficiente para eu, então com 10 ou 11 anos, o ter encontrado, reconhecido e… pedido um autógrafo na Academia do Sporting.

Autógrafo dado no início de 2003 por... CR28

 Convido ainda a ver [a partir de 01:30, sensivelmente] a um dos primeiros golos de CR28 ao serviço dos verde e brancos, uma autêntica obra de arte num jogo de pré-época diante dos espanhóis do Bétis, na Maia, a 3 de agosto de 2002.


E alguns dos seus primeiros golos oficiais no futebol sénior:




Depois, já na pré-época de 2003/04, a tal magnífica exibição na inauguração do novo Estádio José Alvalade que deu cabo dos rins a John O’Shea e acelerou a transferência para o Manchester United.






















E para o caro leitor, qual é a primeira memória que tem de Cristiano Ronaldo? E quais foram os melhores e mais marcantes golos e exibições dele?

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