sábado, 28 de novembro de 2015

O impensável pontinho foi festejado no Sado

Arnold foi a grande figura da partida, ao marcar dois golos

Liga | Vitória 2-2 União


Quim Machado tinha pedido paciência aos seus jogadores para desmontar a teia defensiva do União – seis golos sofridos em oito partidas da Liga -, dando a entender que o mais difícil seria inaugurar o marcador. Talvez por isso, quando o 1-0 chegou por intermédio de Arnold, logo aos 13 minutos, o Vitória se mostrou tão pouco preparado para uma situação de vantagem num momento tão precoce do encontro.

Se numa primeira instância a equipa até pareceu galvanizada, circulando a bola de pé para pé (em detrimento das habituais transições) e aparecendo com facilidade no último terço, depois entrou numa fase de alguma sonolência. Os sadinos amoleceram, de forma até presunçosa, visto que os madeirenses pouco ou nenhum perigo conseguiram criar na etapa inicial.

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

WWE | Survivor Series 2015

Reigns venceu torneio pelo título da WWE… mas Sheamus fez o ‘cash-in’ e levou o tíulo



Data: 22 de novembro de 2015
Arena: Philips Arena
Localidade: Atlanta, Geórgia

domingo, 22 de novembro de 2015

Neymar, o tal que não passava de uma invenção dos brasileiros

Há dois anos na Europa, Neymar já é figura de proa no Barça
Apareçam. Assumam. Identifiquem-se. Falo para todos aqueles que ontem bem desdenharam mas hoje dariam tudo para o comprar. Não convencidos dos relatos que chegavam do Brasil e sem dar importância ao que Neymar ia mostrando no Santos e na seleção, mesmo em competições importantes, iam dizendo que se tratava de uma invenção dos brasileiros para a promoção do Mundial-2014.

«Lucas Moura e Óscar são mais promissores do que ele», cheguei a ouvir. Atualmente o primeiro é presença assídua no banco do PSG. O segundo tarda em explodir no Chelsea, onde já nem sempre é titular.

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Concentra-te, Rúben!

Agilidade é uma das grandes armas de Rúben Semedo
Rúben Semedo, 21 anos, central/médio defensivo emprestado pelo Sporting ao Vitória de Setúbal. Junto ao Sado tem ganhado experiência de Liga e maturidade competitiva num escalão onde o ritmo é mais elevado e os jogadores têm mais argumentos do que na Liga 2 portuguesa ou na II divisão B espanhola, onde atuou nos anos anteriores.

Não é fácil descrevê-lo. Uns dirão que é um futebolista ágil, rápido, com boa impulsão e capacidade para sair a jogar. Outros lhe apontarão críticas, pela frequência com que lhe para o cérebro. E, em minha opinião, ambos estão corretos.

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

O espetáculo que se esquece que é desporto

A Champions é um autêntico sucesso comercial
O futebol, hoje em dia, é cada vez mais um espetáculo. Os jogadores são vistos como autênticas estrelas, que dão a cara (a troco de muito dinheiro) para promover determinada marca. Os clubes, sobretudo os de maior dimensão, são muito mais do que tecidos no movimento associativo: vendem caro bilhetes para os jogos da equipa principal, atraem patrocínios e aproveitam qualquer acessório para encaixar uns euros em venda de merchandising. As federações, ligas e até as associações internacionais, como a UEFA e a FIFA, são muito mais do que organismos que tutelam o futebol continental e mundial: são atualmente multinacionais de organização de eventos.

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

A heterogénea linha ofensiva estorilista

Bruno César, Léo Bonatini e Gerso: um temível trio d'ataque
Conheço imensos adeptos, de variadíssimos clubes, que se queixam que a equipa pela qual torcem, em determinados momentos dos jogos, a precisar de marcar, circulam a bola de um lado para o outro e não rematam à baliza. Para eles, das duas uma: ou os jogadores têm claras instruções para não tentar a sorte a meia distância ou então não têm coragem para assumir uma decisão desse calibre.

Os do Estoril, certamente, não fazem parte deste lote. No lado direito do ataque, têm um esquerdino que, à mínima oportunidade, enche o pé e diz cá vai disto! Por ser assim, e até por rematar bem, já há vários anos que tem a alcunha de chuta-chuta. Falo, é claro, de Bruno César, extremo brasileiro que em 2011 chegou a Portugal para atuar no Benfica, mas que esta época reforçou a equipa da linha.

domingo, 8 de novembro de 2015

Resistência sadina no Dragão durou 70 minutos

Costinha e Rúben Neves disputam a bola

Liga | FC Porto 2-0 Vitória


Quim Machado tinha prometido um Vitória fiel a si próprio e, apesar da inclusão de Ruca no onze em detrimento de Arnold, apresentou-se a pressionar no campo todo, dificultando a primeira fase de construção portista. Casillas e os defesas portistas chegaram mesmo a ser obrigados a bombear a bola, o que deverá ter provocado alguns nós no estômago de Julen Lopetegui, que gosta de ver a redondinha a circular de pé para pé.

Havia a preocupação de saber o que aconteceria quando o FC Porto conseguisse ultrapassar essa zona de pressão, mas a circulação de bola dos azuis e brancos era feita a um ritmo tão baixo que, quando chegava ao meio-campo ofensivo, já a defesa sadina estava reposicionada.