terça-feira, 5 de março de 2013

Fim da III Divisão: Possibilidade de super campeonato distrital


Quando a temporada 2012/13 arrancou, os clubes que disputam a III Divisão já sabiam o que esperar. Os dois primeiros de cada série garantiriam a subida à II Divisão, escalão não profissional mais elevado do futebol português, enquanto todos os outros desceriam para os campeonatos dos seus respetivos distritos.


A medida não poderia deixar de ser controversa, afinal, de forma completamente drástica alterará o panorama da modalidade em Portugal, no que diz respeito a séniores. O fim de uma divisão poderá implicar perda de competitividade, perda de patrocínios, perda de interesse em seguir trajetos de determinados clubes em patamares inferiores, e a forma como a alteração é feita, em apenas uma época, e com clubes a subir diretamente das distritais para o terceiro escalão do nosso futebol.

No entanto, também haverão grandes benefícios. A redução do número de clubes a disputar competições de nível nacional reduzirá também os custos da Federação Portuguesa de Futebol em matéria logística. E até os clubes serão beneficiados a nível financeiro, já que a proximidade geográfica aumenta, as deslocações não terão tantos gastos, e em certos casos, as rivalidades entre emblemas vizinhos poderão levar mais gente aos estádios.

O distrito de Setúbal será efetivamente dos mais afetados, resta saber se positiva ou negativamente. Há um grande risco de haver apenas dois clubes a representarem a região nos campeonatos nacionais, o Vitória (na Liga ZON Sagres) e o vencedor da 1ª divisão distrital, que pelo andar da carruagem, deverá ser Almada ou Cova da Piedade.

Na II Divisão, o Pinhalnovense está perto dos lugares de descida, e na III, Fabril, Amora (entretanto já despromovido), Barreirense e Sesimbra estão a sentir grandes dificuldades em se posicionarem nos lugares de promoção, sobretudo os três últimos, o que poderá garantir em peso a redução da atividade dos emblemas do distrito nos nacionais.

De um ponto de vista, será uma péssima representatividade de um espaço geográfico que já se apresentou em bom número até no principal escalão, especialmente nos anos 60 e 70, onde até houve presenças assíduas em competições europeias. No entanto, de outra perspetiva, os clubes poderão beneficiar com maiores receitas, já que será previsível ver mais adeptos de um Barreirense, por exemplo, em jogos no concelho da Moita, Palmela ou Seixal, do que em Peniche, Sintra ou Lourinhã, como acontece na presente temporada.

Assim, será como ver um copo meio cheio ou meio vazio: o constrangimento da pouca representatividade da região nos escalões nacionais poderá levar a um super campeonato distrital.

10 comentários:

  1. O Fabril grandes dificuldades? Possa estão em primeiro...

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Atenção ao "sobretudo os três últimos". De qualquer forma, a diferença para o 2º e restantes não é grande em termos pontuais, ainda por cima se tivermos em conta que os pontos vão passar para metade no "Play-Off" de subida.
      Não me parece, de todo, uma tarefa fácil.

      Eliminar
    2. Este comentário foi removido pelo autor.

      Eliminar
  2. Nas subidas ao nacional, não deves falar só de Almada e Piedade. Se não conheces muito bem o campeonato esta época, posso dizer-te que Alfarim e Montijo podem discutir também a subida... assim como o Alcochetense que tem novo técnico.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Sim, é verdade, esses dois outros clubes também estão por perto...
      Já o Alcochetense será bem mais díficil

      Eliminar
  3. Haverá vantagens e desvantagens mas o que me preocupa mesmo é não saber até hoje quais as verdadeiras alterações aos Campeonatos Distritais da AF Setúbal, com tais modificações nos campeonatos Nacionais.
    Quantos Clubes integrarão o campeonato da chamada «Fase Regional»? E se o Clube que se sagrar campeão não quiser subir (por imperativos financeiros ou de outra ordem)?
    Há muito (diria mesmo tudo) por esclarecer!!!!

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Mas que fase regional é essa? Se o clube que se sagrar campeão não quiser subir, nestes casos normalmente cabe à FPF convidar um clube para jogar na II Divisão.
      Pela lógica, deverá ser ou o melhor clube do distrito na III (dos que desceram) ou então o 2º classificado da 1ª Divisão Distrital.

      Eliminar
  4. Apenas uma retificação...
    Na 2ª fase os clubes partem com a totalidade dos pontos conquistados na primeira fase

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. De certeza? Não tem sido assim ao longo dos anos...

      Eliminar