quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Copa del Rey | Valencia 1-1 Real Madrid


Esta tarde, no Estádio Mestalla, Valencia e Real Madrid empataram 1-1, num jogo a contar para a segunda mão dos quartos-de-final da Copa del Rey. Benzema deu vantagem aos “merengues”, mas Tino Costa repôs a igualdade.


Eis a constituição das equipas:


Valencia



A equipa “che” procura dar a volta a um resultado negativo na primeira mão (0-2) e tentar dar outra imagem de si própria depois da goleada que sofreu perante os “merengues” no passado fim-de-semana (0-5).
Albelda, Mathieu, Parejo e Soldado estão lesionados, e Feghouli ao serviço de Argélia na CAN 2013.


Real Madrid



Os campeões espanhóis encurtaram a diferença pontual para o Barcelona para quinze pontos, no entanto, a liderança da Liga BBVA e o próprio 2º lugar continuam longe.
Pepe (lesionado) e Sergio Ramos (castigado) são os ausentes.



Cronómetro:

3’ Tino Costa, de livre direto, levou a bola a passar acima do alvo.

4’ Na sequência de um canto cobrado pela esquerda, Nelson Valdez cabeceou ao lado.

8’ Cristiano Ronaldo obrigou Guaita a aplicar-se.

17’ Casillas, lesionado, cedeu o seu lugar a Adán.

Jogo intenso, mas que nos últimos minutos não tinha tido ação junto das duas balizas.

38’ Guaita respondeu com uma grande defesa a um remate forte de Di María.

O Valencia defendia em 4x4x2, e atacava em 4x2x3x1, mas com um duplo “pivot” com jogadores totalmente de contenção.

44’ Com um grande passe, Xabi Alonso descobriu Benzema na área contrária, e na cara do guarda-redes adversário, o francês não perdoou.


Real Madrid estava a sentir dificuldades a defender nos esquemas táticos, já que os jogadores do Valencia conseguiu atacar a bola primeiro com muita frequência.

Ao intervalo, Banega rendeu Guardado.

48’ Na resposta a um cruzamento de João Pereira, Nelson Valdez cabeceou ao lado.

50’ Di María cavalgou do seu meio-campo até à área contrária e atirou para intervenção de Guaita.

51’ Fábio Coentrão levou o braço à bola, viu o segundo cartão amarelo e foi expulso.

52’ Na cobrança de um livre direto, Tino Costa empatou o jogo num golo em que Adán foi mal batido.


53’ Özil cedeu o seu lugar a Nacho.

58’ Víctor Ruiz foi rendido por Piatti.

A equipa “che” estava completamente instalada no meio-campo “merengue”.

66’ Tino Costa apareceu em zona frontal e chutou para fora.

70’ Ernesto Valverde trocou Jonas por Canales.

75’ Benzema foi substituído por Modric.

88’ Di María agrediu João Pereira, e também foi expulso.



Análise:

Em relação ao jogo do último domingo, Ernesto Valverde optou por um meio-campo mais consistente, no entanto, devido às ausências, foi obrigado a montar um onze sem algumas unidades habitualmente utilizados, casos de Parejo e Albelda, que o obrigaram a “inventar” Victor Ruiz como médio, ou Soldado, dando assim a titularidade a Nelson Valdez.
A primeira parte foi disputada a um ritmo intenso, inicialmente com oportunidades de perigo para ambos os lados, mas posteriormente apenas com essa tal intensidade longe das balizas, com faltas e muita luta na procura da bola, até que, num erro individual de Ricardo Costa, um passe de Xabi Alonso chegou a Benzema, e o francês, com classe, inaugurou o marcador.
O Valencia precisava assim de quatro golos, tarefa praticamente impossível, no entanto, os “che” até começaram bem a segunda parte, ao superiorizarem-se numericamente, devido à expulsão de Fábio Coentrão, e ao igualarem o marcador, por Tino Costa, num livre cobrado na sequência da falta cometida pelo lateral português, num golo em que Adán (que tinha substituído o lesionado Casillas) ficou mal na fotografia.
A partir daí, os valencianos instalaram-se no terreno do adversário até ao final do encontro, sem no entanto conseguirem marcar.


Analisando os atletas em campo, começando pelos do Valencia
Guaita, sem culpa no golo sofrido, fez várias intervenções de elevado grau de dificuldade;
João Pereira, ao seu estilo, foi agressivo na abordagem aos lances; Rami esteve muito sereno e nunca comprometeu; Ricardo Costa falhou por completo na intercepção do passe de Xabi Alonso para Benzema, no 0-1; e Cissokho esteve algo recatado no que diz respeito a subir pelo flanco;
Tino Costa exibiu o seu forte remate de pé esquerdo, e até foi assim que marcou, de livre direto; Víctor Ruiz ajudou a segurar o meio-campo, para evitar algo parecido com o que aconteceu no domingo (derrota por 0-5 frente aos “merengues”) e foi substituído quando a equipa precisava de mais soluções ofensivas; e Jonas raramente gerou desequilibrios, quer como médio-ofensivo, quer como extremo-esquerdo, lugar que desempenhou na segunda parte;
Jonathan Viera foi um extremo consistente, mesmo nos momentos em que usou a sua criatividade; Guardado esteve apagado; e Nelson Valdez mostrou qualidade em fugir à marcação e conseguir atacar a bola de cabeça primeiro que os adversários, nomeadamente em lances de bola parada;
Banega trouxe maior capacidade de organização; e Piatti e Canales não entraram bem no jogo, não conseguindo desequilibrar.


Quanto aos jogadores do Real Madrid
Casillas lesionou-se no braço ainda no primeiro quarto de hora, teve de ser prontamente substituído;
Arbeloa foi infeliz ao pontapear involuntariamente Casillas e custar-lhe a lesão, e depois da entrada de Nacho, passou para o lado esquerdo da defesa; Varane e Albiol, formaram uma dupla de centrais sólida e assertiva, que só não se conseguiu antecipar a Nelson Valdez na disputa pela bola na sua área; e Fábio Coentrão foi expulso por acumulação de amarelos no início da segunda parte;
Xabi Alonso fez a assistência para o 0-1; Khedira passou discreto, mas foi importante a ocupar os espaços e em travar uma batalha no centro do terreno; e Özil esteve pouco inspirado;
Di María não deu consistência à equipa, tentando adornar os lances quando poderia avaliar, mesmo com a sua formação em inferioridade numérica, e já perto dos descontos, foi expulso por agressão a João Pereira; Cristiano Ronaldo, com a equipa a jogar com dez unidade, foi obrigado a trabalhar defensivamente, aí posicionado numa posição central, para que quando recuperasse a bola a equipa fizesse uso da sua capacidade técnica para sair a jogar; e Benzema inaugurou o marcador;
Adán foi mal batido no 1-1; Nacho, posicionado como lateral-direito, foi assertivo; e Modric passou o tempo que esteve em campo praticamente todo atrás da bola, participando sobretudo no processo defensivo da sua equipa.

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