sexta-feira, 13 de julho de 2012

Pré-Época | Benfica 2-0 Marselha


Esta noite, no Estádio Tourbillon, em Sion, na Suiça, o Benfica derrotou o Marselha por 2-0, num jogo de Pré-Época. Óscar Cardozo, de grande penalidade, e Carlos Martins, marcaram os golos.



Eis a constituição das equipas:

Benfica



Os encarnados ficaram em 2º na última Liga ZON Sagres, atrás do FC Porto, e qualificaram-se diretamente para a fase de grupos da Liga dos Campeões.
Luisinho, Ola John, Michel, Paulo Lopes, Melgarejo e Hugo Vieira são os reforços que se poderão estrear de águia ao peito.


Marselha



O novo treinador do L’OM é Elie Baup, que sucede assim a Didier Deschamps.
Os marselheses terminaram em 10º na Ligue 1 na época transacta, no entanto, por terem vencido a Coupe de la Ligue (Taça da Liga francesa), qualificaram-se para a 3ª pré-eliminatória da Liga Europa.


O Benfica entrou melhor na partida, povoando o meio-campo adversário e ganhando uma série de cantos sucessivos.

20’ Após uma bola perdida por Bruno César, Gignac ficou isolado mas Artur negou-lhe o golo.

30’ Rémy, lesionado, cedeu o seu lugar a Abdoullah.
Amalfitano passou para o corredor direito.

O Marselha povoou com praticamente cinco homens a zona do meio-campo, anulando assim as iniciativas de Witsel e Aimar. Ofensivamente, as suas armas estavam nos flancos, sobretudo o direito, com a dupla Mango/Rémy a dar muita profundidade a essa faixa até à lesão do extremo francês.

37’ Cheyrou derrubou Witsel na sua grande área, e foi assinalada uma grande penalidade que Óscar Cardozo converteu em golo.

Ao intervalo, Raspentino e Fabri renderam Ammari Bracigliano no Marselha.
No Benfica, Luisinho, Aimar e Gaitán cederam os seus lugares a Melgarejo (posicionou-se mesmo como lateral-esquerdo), Nolito e Ola John.

51’ Nolito, de fora da área, rematou colocado por cima.

57’ Cardozo e Witsel foram substituídos por Alan Kardec e Carlos Martins.

59’ Saiu André Ayew, entrou Gadi.

62’ Saviola, Matic e Paulo Lopes substituíram Javi García, Bruno César e Artur Moraes.

O jogo estava “quentinho” devido a entradas algo duras de parte a parte, e se na primeira parte Javi García foi protagonista de algumas intrigas, no segundo tempo Gignac esteve em evidência, nomeadamente por quezílias com Maxi Pereira.

69’ Gignac foi rendido por Omrani.

72’ Fabri, que entrou ao intervalo para a baliza do Marselha, lesionou-se e foi substituído por Sy. Saiu também Amalfitano, entrou Jobello.

74’ Maxi Pereira não arriscou rematar á baliza quando estava em boa posição para tal, e serviu Saviola, que só não marcou porque Sy fez uma boa intervenção.

78’ Cheyrou cedeu o seu lugar a Vangoura.

As substituições quebraram o ritmo do jogo, e este agora estava também mais confuso.

79’ Paulo Lopes negou o golo a Jobello, após um grande passe de Omrani.

81’ Ola John, que apresentava algumas queixas nas costas, teve de sair, entrando Enzo Pérez.

85’ Matic, também lesionado, foi substituído por Roderick.

90+1’ Nolito trabalhou bem pela esquerda e fez uma grande assistência para um remate fulminante à entrada da área de Carlos Martins para o fundo das redes.

O Benfica manteve praticamente o seu onze habitual da época passada, à excepção de Luisinho, que ocupou o lugar de Emerson entre os titulares, enquanto que o Marselha teve de recorrer a atletas de menor nomeada para render os internacionais franceses ainda ausentes, como Mandada, Alou Diarra e Valbuena, o lateral espanhol Azpilicueta que estará nos Jogos Olímpicos, entre outros.
Os encarnados entraram fortes, ganhando sucessivos cantos logo ao início, e mesmo com o passar do tempo, estiveram sempre em ligeira superioridade no que diz respeito à posse de bola, enquanto a equipa gaulesa tentava povoar a zona central do meio-campo, impedindo que Aimar e Witsel fossem influentes, e mesmo os extremos, Rémy e André Ayew, sempre muitos velozes, davam uma ajuda a fechar os flancos.
Seguindo esta toada, e sem grandes oportunidades de golo, os comandados por Jorge Jesus marcaram de grande penalidade por Cardozo.
No segundo tempo, com as muitas substituições, o ritmo de jogo, que já não era muito alto, foi sendo quebrado, foi havendo cada vez menos organização e encaixe também, e a partida perdeu um pouco o rumo, com a única nota de destaque nos últimos 45 minutos a ser o grande golo de Carlos Martins, já nos descontos.
É preciso ainda referir que foi um encontro “quentinho”, com várias quezílias entre os atletas, sempre de equipas opostas, como seria de esperar.


Analisando os atletas em campo, começando pelos do Benfica…
Artur Moraes fez uma defesa complicada e pouco mais foi chamado a intervir, Maxi Pereira ainda não mostrou aquela sua explosão pelo flanco direito, Garay e Luisão estiveram seguros, e Luisinho mostrou-se desinibido e fez uma exibição que deve ter agradado aos adeptos benfiquistas.
Javi García envolveu-se em algumas intrigas com adversários, Witsel ganhou a grande penalidade que originou o 1-0, e Bruno César e Gaitán falharam alguns passes.
Aimar, muito tapado pelo vasto meio-campo marselhês, ainda mostrou pormenores de grande qualidade, e Cardozo abriu o marcador de “penalty”.
Paulo Lopes fez uma boa intervenção, Roderick e Enzo Pérez tiveram tempo para pouco, Melgarejo deixou fugir Jobello num dos poucos lances de perigo dos franceses na segunda parte, Matic e Ola John saíram lesionados, Carlos Martins marcou um grande golo, assistido pelo sempre irrequieto Nolito, e Alan Kardec mostrou pouco trabalho.

Quanto aos jogadores do Marselha…
Bracigliano não é o mais seguro dos guarda-redes, Mango é um lateral que dá muita profundidade ao flanco, muito mais que Aloé, e M’Bow e N’Diaye fizeram exibições sem grandes sobressaltos.
Amalfitano, Ammari e Cheyrou povoaram a zona central e reduziram a influência de Witsel e Aimar na partida.
Rémy foi uma autêntica seta no lado direito, mas acabou por sair lesionado, André Ayew também é rápido e apoiou o lateral a defender, mas esteve em menor evidência, até porque a equipa canalizou pouco o jogo pelo seu lado.
Gignac envolveu-se mais em quezílias do que propriamente jogou, sendo apupado pelos emigrantes portugueses.
No que concerne aos suplentes, o guarda-redes Fabri ainda teve de ser substituído por Sy (que fez uma bela intervenção), devido a lesão, Jobello e Omrani ainda mexeram com o ataque, mas as substituições acabaram mais por quebrar o ritmo e desorganizar do que propriamente destacar o talento individual dos jogadores substitutos ou da coesão colectiva da formação do sul de França.

3 comentários:

  1. David,

    O link para este blog já está na lista do Máfia do Benfica

    Cumprimentos

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  2. Para 1º teste foi bom ver a desenvoltura da equipa, que mantém a estrutura, factor esse positivo e que pode facilitar o crescimento da equipa.
    Foi uma exibição agradável e agora há que continuar a trabalhar bem para que a equipa chegue forte aos jogos que realmente interessam e resolver rapidamente a questão do lateral esquerdo e direito, uma vez que do meio campo para a frente esta equipa tem soluções fortíssimas e variadas.

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