quinta-feira, 15 de março de 2012

Liga Europa | Manchester City 3-2 Sporting



O Sporting garantiu esta noite, no Etihad Stadium, a passagem aos quartos-de-final da Liga Europa, eliminando o Manchester City apesar da derrota por 3-2, já que em Alvalade venceram por 1-0. Matías Fernández e Wolfswinkel marcaram para os leões, Agüero (2) e Balotelli, de grande penalidade, para os ingleses.



Eis a constituição das equipas:

Manchester City



Os britânicos precisam de no seu estádio dar a volta ao 0-1 de Alvalade, e para isso não contam com Kompany e Gareth Barry devido a lesão. Joleon Lescott e Pablo Zabaleta têm realizado trabalho condicionado ao longo da semana.
Para chegar até aqui, os “citizens” ficaram em 3º no seu grupo da Liga dos Campeões atrás de Bayern Munique e Nápoles e à frente do Villarreal, e na eliminatória anterior na Liga Europa, deixaram o FC Porto pelo caminho com um agregado de 6-1.


Sporting



Para este encontro, os leões precisam de fazer mais uma exibição a roçar a perfeição para não serem eliminados, e para isso Ricardo Sá Pinto não poderá contar com Onyewu, Rinaudo e Rodríguez (lesionados), João Pereira (castigado) e Elias e Arias (não inscritos na UEFA).
Recorde-se, o Sporting para chegar a esta fase, superiorizou-se anteriormente perante Nordsjaelland, Zurique, Lazio, Vaslui e Légia Varsóvia.


A formação leonina começou o jogo de forma atrevida no ataque, e concentrada a defender, e logo nos primeiros minutos, Xandão cabeceou ao lado na sequência de um canto marcado por Matías Fernández.

Pouco depois, praticamente na resposta, Adam Johnson errou o alvo ao concluir um cruzamento de David Silva do lado esquerdo.

Os leões mantiveram a postura, não arriscando atacar com muitos homens e defendendo bem, e aos 32’, na cobrança de um livre directo, o médio chileno deu vantagem à equipa de Alvalade.

Oito minutos depois, o Sporting ampliou a vantagem. Izmailov apareceu sozinho sobre o flanco direito enquanto Kolarov recuperava de uma queda, e cruzou para o segundo poste onde Ricky Van Wolfswinkel finalizou de primeira.

Ao intervalo, Roberto Mancini trocou Adam Johnson por De Jong, colocando o holandês no meio-campo, passando Yaya Touré a jogar à frente deste sector e Balotelli no lado esquerdo.
Com dez minutos de segunda parte, Dzeko substituiu Pizarro, e o City alterou o seu sistema táctico, utilizando um 4-3-3 com o polémico avançado italiano, Agüero e o bósnio a formarem o trio de ataque.

Mesmo em cima de se concluir uma hora de jogo, os homens de Manchester chegaram ao 1-2, através de “El Kun”, ao aparecer isolado perante o guarda-redes após passe de Micah Richards.

Pouco após, Kolarov na cobrança de um livre rematou ao lado.

De seguida, Ricardo Sá Pinto trocou Diego Capel, Matías Fernández e Wolfswinkel por Jeffrén, Renato Neto e Carrillo, com o brasileiro e Daniel Carriço a formarem um duplo “pivot” defensivo no meio-campo, no qual Stijn Schaars jogava à sua frente, e com o espanhol no eixo do ataque com o peruano a ocupar a sua posição natural de extremo.
Nos “citizens”, David Silva deu lugar a Nasri.

A cerca de quinze minutos do fim, Renato Neto derrubou Agüero na grande área, e na conversão da grande penalidade Balotelli empatou a partida.

Aos 82’, após um canto marcado no lado esquerdo, houve um ressalto e a bola sobrou para o avançado argentino do City que ao segundo poste atirou para a baliza, bisando no encontro.

Seis minutos depois, na resposta a um cruzamento de Kolarov, Balotelli cabeceou ao lado.

Aos 90+5’ no chuveirinho final para a área leonina, foi Joe Hart, guardião dos britânicos, a cabecear para uma grande defesa de Rui Patrício e assim acabou o jogo, com uma das derrotas mais felizes da história do Sporting.

Na fase final do encontro, os leões mostraram-se atrevidos a atacar e concentrados a defender, não concederam muitas oportunidades ao seu adversário e conseguiram chegar à vantagem e ampliá-la até ao intervalo, chegando ao interregno com um 2-0.
No segundo tempo, o conjunto orientado por Ricardo Sá Pinto fez descer o seu bloco e o City subiu no terreno, e após chegarem ao 1-2, encostaram os lisboetas à sua grande área e conseguiram virar o resultado para um 3-2, embora não tenha sido o suficiente para dar a volta à eliminatória, numa fase em que os atletas leoninos já se encontravam muito desgastados.

Analisando os artistas em campo, começando pelos do City…
Hart foi atraiçoado com o livre de Matías em que a bola foi para o seu lado e no último momento do jogo quase marcava de cabeça, Micah Richards participou no primeiro golo da equipa, Savic acusou a falta de ritmo e de confiança, a Kolo Touré não há muito a apontar e Kolarov viu-se condicionado por um cartão amarelo numa fase muito precoce do encontro e uma escorregadela sua proporcionou espaço a Izmailov para assistir Wolfswinkel no 0-2.
Yaya Touré fisicamente foi inultrapassável e a melhor fase dos “citizens” coincidiu com o período em que jogou mais adiantado, Pizarro lançou transições, David Silva esteve apagado, tal como Adam Johnson.
Agüero voltou a bisar ao Sporting (já o tinha feito pelo Atlético Madrid) e Balotelli marcou uma grande penalidade com uma grande classe.
Quanto aos suplentes utilizados, a partir que De Jong entrou os leões deixaram de criar perigo, Nasri pouco acrescentou e Dzeko trouxe presença física no eixo do ataque.

Quanto aos atletas do Sporting…
Rui Patrício não teve culpa nos golos sofridos e no último segundo impediu o apuramento do City a Hart, Pereirinha não fez os adeptos sportinguistas lembrarem-se de João Pereira, Xandão e Polga mantiveram-se concentrados e muito raramente falharam, e Insúa fechou bem o flanco esquerdo, ainda que numa situação tenha subido sem que ninguém o tivesse compensado.
Daniel Carriço ocupou bem os espaços, pressionou muito e foi incansável, Schaars também o fez, com a diferença de que tecnicamente acrescentou mais e Matías fez um grande jogo, sendo o criativo da equipa ofensivamente, mas também foi muito importante a segurar a bola.
Izmailov teve bons momentos, surpreendeu pelo ritmo e por ter aguentado uma partida tão desgastante, Capel correu muito mas também foi dos primeiros a acusar fadiga, e Wolfswinkel marcou pela segunda partida consecutiva.
Jeffrén foi muito importante na fase final ao aguentar o esférico perto da área contrária, Renato Neto entrou mal, cometeu uma grande penalidade (ainda que haja dúvidas se foi dentro ou fora da área) mas redimiu-se e fez alguns cortes preciosos, e Carrillo entrou para pressionar os defesas dos “citizens” e tentar com um rasgo individual criar perigo, mas teve poucas oportunidades para se exibir.

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